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Depois de uma alegada fuga, governo Milei afirma que Flávio Bolsonaro não solicitou asilo.

Flávio Bolsonaro e a Suposta Fuga para a Argentina: Desenvolvimento e Reações

Em uma coletiva de imprensa realizada na última terça-feira, 27, o governo argentino negou categoricamente qualquer pedido de asilo por parte do senador Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com o porta-voz da Casa Rosada, Adrián Ravier, a informação de que o senador brasileiro teria solicitado abrigo no país vizinho era infundada.

A situação ganhou contornos mais complexos, pois a Polícia Federal do Brasil está investigando a possível saída de Flávio do território nacional. Na véspera da coletiva, a PF intimou o senador a entregar seus passaportes e restringiu sua capacidade de viajar, incluindo a proibição de deixar o país.

Mais cedo no mesmo dia, o governo argentino já havia descartado a entrada de Flávio em seu território. O porta-voz presidencial, Fabián Fernández, reafirmou que o senador não cruzou a fronteira e acrescentou que não houve voos com as características mencionadas pela mídia local rumo aos Estados Unidos.

“Já tomámos nota do resultado eleitoral e continuamos a trabalhar como sempre dentro do Mercosul. Todas as pessoas e empresas que desejarem comerciar entre Argentina e Brasil poderão fazê-lo normalmente,” afirmou Adrián Ravier, esclarecendo a posição do governo argentino em relação à recente eleição no Brasil.

Suposta Viagem de Flávio

Relatos do portal Infobae indicam que Flávio Bolsonaro teria atravessado a fronteira argentina usando apenas seu documento de identidade e que seguiria para Puerto Iguazú, localizada na província de Misiones. De lá, seria possível que ele embarcasse em um voo direto para os Estados Unidos, programado para decolar às 2h do horário local.

O veículo argentino identificou a aeronave como um Gulfstream G400, com matrícula LV-JQW, pertencente à Baires Fly S.A. A empresa solicitou os procedimentos de imigração e alfândega para quatro passageiros e três membros da tripulação.

A Controvérsia dos Passaportes

A especulação sobre a fuga internacional de Flávio surgiu após o senador declarar que havia sido impedido de deixar o país e que sua documentação havia sido confiscada pela Polícia Federal, uma ação ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa medida foi acionada na noite do último domingo, 25, após a derrota de Flávio nas eleições presidenciais para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O prazo estipulado para a entrega dos passaportes, tanto comum quanto diplomático, era de 24 horas, e o parlamentar também foi proibido de se comunicar com o advogado Willer Tomaz, que está sob investigação.

Em um vídeo postado nas redes sociais na segunda-feira, 26, Flávio expressou sua insatisfação com as restrições impostas: “Vou entregar meus passaportes e me defenderei dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar.”

A situação foi ainda mais comentada pela família Bolsonaro, com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro sugerindo em um podcast norte-americano que seu irmão poderia deixar o Brasil caso perdesse as eleições.

Atualização em andamento.

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