Home / Policial / Crescimento de CDBs do banco Digimais sob investigação da Polícia Federal

Crescimento de CDBs do banco Digimais sob investigação da Polícia Federal

Digimais | Edir Macedo

O Banco Digimais, instituição financeira associada ao bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, tornou-se o foco central de uma operação deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura um crescimento expressivo no volume de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pela entidade, que registrou uma alta de 1.130% em um período de oito anos, atingindo o montante de R$ 8,5 bilhões em 2025.

digimais: cenário e impactos

Investigação sobre gestão fraudulenta e operações financeiras

A Operação Miragem, deflagrada em 23 de junho, busca esclarecer suspeitas de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e a realização de operações de crédito vedadas pela regulação bancária. A Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, além da quebra de sigilos fiscais de 18 alvos e o bloqueio de bens do bispo Edir Macedo.

Uso do Fundo Garantidor de Créditos como estratégia

Segundo a representação da Polícia Federal, o banco teria instrumentalizado o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como uma forma de cobertura para possíveis irregularidades. O modus operandi investigado sugere uma transferência deliberada de risco, na qual recursos captados do público serviam para sustentar uma operação deficitária, deixando o prejuízo final sob responsabilidade do sistema de proteção institucional.

Leia também: Polícia Federal acusa Digimais de inflar balanço com dívida histórica da União

Rentabilidade elevada e captação de recursos

Para atrair investidores em um cenário de agravamento da situação financeira, a instituição ofereceu remunerações significativamente acima da média de mercado. Em 2025, o custo médio de captação via plataformas de distribuição alcançou 115,7% do CDI, com alguns títulos de CDB chegando a oferecer rentabilidade de 140% do CDI.

Parcerias com corretoras e plataformas

Documentos internos do próprio banco listam seis instituições financeiras que atuaram como parceiras na captação desses recursos. Entre as citadas estão a XP Investimentos, BTG Pactual, Nu Invest, Itaú Corretora, Inter e Ágora. As autoridades agora analisam a natureza dos lucros registrados pela instituição durante o período de intensa captação.

Fonte: metropoles.com

Marcado:

Sign Up For Daily Newsletter

Stay updated with our weekly newsletter. Subscribe now to never miss an update!

[mc4wp_form]

🔍 Concorda? Discorda? Tem uma experiência parecida ou uma visão diferente? Compartilhe nos comentários! 👇

Descubra mais sobre leia58.blog

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo