Enquanto gigantes nacionais do setor enfrentam graves dificuldades financeiras e pedidos de recuperação judicial, o comércio de Santa Catarina segue em ritmo acelerado de expansão. Dados recentes revelam que marcas do estado registraram faturamentos bilionários expressivos, superando com folga a média de crescimento verificada no restante do país.
Esse desempenho destoa completamente do cenário macroeconômico enfrentado por centenas de empresas em território nacional, consolidando o território catarinense como um verdadeiro ponto fora da curva no consumo interno.
O avanço das gigantes catarinenses no ranking nacional
O Ranking TOP 300 do Varejo Brasileiro evidenciou que treze companhias locais ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão em vendas no ano de 2025. Desse total, dez conseguiram ampliar o faturamento na comparação com o período anterior, com destaque para três corporações que lideram o setor com margens expressivas.
A Havan lidera o grupo estadual ocupando a 14ª posição nacional, seguida de perto pelo Grupo Pereira e pelo Grupo Koch. Enquanto o segmento de lojas de departamento registrou alta tímida em âmbito federal, a marca principal comandada por Luciano Hang avançou em ritmo muito superior, demonstrando a força do modelo de negócios regional.
Fatores econômicos e demográficos que impulsionam o consumo
Especialistas apontam que o sucesso comercial não ocorreu por acaso, sendo sustentado por pilares fundamentais como a expansão demográfica costeira e a forte geração de empregos. A população local cresceu em um ritmo substancialmente superior à média registrada em todo o Brasil ao longo da última década.
Além do aumento populacional concentrado em regiões estratégicas como o litoral norte, a Grande Florianópolis e o Vale do Itajaí, o estado mantém uma renda média acima da média federal. O cenário de pleno emprego e a sensação de segurança pública criam um ambiente propício para que a população mantenha a confiança na hora de consumir.
Fusões, aquisições e o peso do setor alimentar
Outro ingrediente essencial para entender essa alta foi o processo de incorporação de redes menores por conglomerados consolidados. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou negociações estratégicas, a exemplo da aquisição de unidades tradicionais pelo Grupo Pereira, expandindo a presença dessas marcas para novas cidades.
O setor de supermercados e hipermercados também desempenhou papel central nessa dinâmica positiva. Conforme explica o economista Daniel da Cunha, em cenários de crédito mais restrito, as famílias tendem a priorizar os gastos essenciais com alimentação, garantindo a alta contínua nas vendas dos estabelecimentos voltados para o consumo alimentar básico.
Fonte: gazetadopovo.com.br
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