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Red-s: síndrome que ameaça a saúde óssea de atletas de elite

Red-s: síndrome que ameaça a saúde óssea de atletas de elite
Reprodução Abril

Imagine um atleta que treina diariamente, com músculos bem definidos e excelentes resultados nas competições. À primeira vista, ele representa a imagem perfeita da saúde. No entanto, uma condição silenciosa pode estar enfraquecendo seu organismo: o RED-S, sigla para deficiência energética relativa no esporte.

Como o desequilíbrio energético afeta o corpo

O RED-S ocorre quando o corpo gasta mais energia do que recebe pela alimentação, semelhante a uma conta bancária no vermelho. Para continuar funcionando, o organismo economiza energia, afetando principalmente os hormônios e a saúde dos ossos. Isso pode acontecer quando o atleta restringe a alimentação para perder peso ou aumenta o volume de treinos sem ajustar a ingestão de calorias.

Sinais de alerta: impacto nos ossos

Uma das consequências mais frequentes do RED-S são as fraturas por estresse, causadas pela repetição dos impactos do treinamento. Dores persistentes nas pernas, pés, pelve ou região lombar, recuperação lenta entre os treinos e queda inesperada de desempenho são sinais que merecem atenção.

Consequências a longo prazo

A adolescência e o início da vida adulta são períodos críticos para a construção da massa óssea. Se o RED-S ocorre nessa fase, a reserva óssea pode nunca atingir seu potencial máximo, aumentando o risco de osteoporose e fraturas no futuro.

Tratamento e prevenção

O tratamento do RED-S envolve corrigir a disponibilidade de energia por meio da alimentação e ajustar a carga de treinos. Um acompanhamento multidisciplinar com médicos, nutricionistas e outros profissionais é essencial. É importante também desmistificar a ideia de que um corpo mais magro é sempre melhor no esporte.

A prática esportiva deve fortalecer o corpo, não enfraquecê-lo. Dores recorrentes e quedas de rendimento nunca devem ser encaradas como “parte do treinamento”, mas sim como sinais de alerta de um organismo em desequilíbrio.

*Camila Cohen Kaleka é ortopedista, mestre pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, doutora pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e membro da Brazil Health


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