A Polícia Civil de Pernambuco investiga a possível ligação entre quatro casos de intoxicação no Agreste do estado e o consumo de uísque adulterado com metanol. A suspeita principal recai sobre a aquisição de garrafas da bebida por uma das vítimas, compradas de um caminhão na cidade de Belo Jardim, com o objetivo de revenda.
A investigação aponta que parte do uísque foi consumida durante um festival de rock, momento em que os primeiros sintomas de intoxicação começaram a se manifestar. As autoridades confirmaram que as vítimas apresentaram quadros graves, incluindo duas mortes e um caso de perda de visão, todos em Lajedo, além de uma morte em João Alfredo.
As notificações de intoxicação ocorreram entre os meses de agosto e setembro. Entre as vítimas está um homem de 43 anos, de Lajedo, que faleceu após ser internado em Caruaru. Outro homem, de 32 anos, também de Lajedo, perdeu a visão após receber alta hospitalar. Um terceiro homem, de 30 anos, de Lajedo, faleceu antes de ser transferido para um hospital maior. A quarta vítima, um homem de 30 anos, de João Alfredo, também não resistiu.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) havia notificado inicialmente apenas três casos suspeitos, correspondentes aos pacientes que deram entrada no Hospital Mestre Vitalino, unidade responsável pelas notificações. A segunda morte em Lajedo só veio à tona após o depoimento da esposa de uma das vítimas.
As autoridades recolheram amostras de uísque entregues pela esposa de uma das vítimas para análise. O material foi encaminhado para perícia, que também será realizada nos corpos. A confirmação da contaminação por metanol depende dos resultados dos exames técnicos.
A investigação também solicitou os prontuários médicos ao hospital local e mantém contato com a Polícia Civil de São Paulo para verificar se há conexões com outros casos semelhantes.
Paralelamente às investigações, a Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) anunciou o reforço das ações de fiscalização e notificação em Pernambuco. A operação contará com o apoio de outros órgãos para rastrear possíveis focos de adulteração e impedir novas ocorrências. O objetivo é ampliar a vigilância em todo o estado, com foco na identificação de produtos irregulares e na proteção da população.
leia58.blog










