Operação emergencial em Guarulhos agilizou a chegada do medicamento que pode salvar Lito Sousa, ALN-6457, com desembarque em Boeing 787-9 e transferência imediata para helicóptero H130
Medicamento que pode salvar Lito Sousa desembarcou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no final da noite de sexta, e seguiu direto para atendimento hospitalar.
Uma ação coordenada entre Receita Federal, Anvisa e a equipe do Hospital Israelita Albert Einstein reduziu o tempo entre o desembarque e a chegada ao hospital, em razão do caráter urgente do produto.
As autoridades montaram um fluxo excepcional para acelerar o despacho aduaneiro e o transporte aéreo, garantindo rapidez na disponibilidade do remédio para uso compassivo, medicamento que pode salvar Lito Sousa (conforme informação divulgada pela Receita Federal).
Logística e o voo internacional
O lote com o medicamento chegou ao Brasil no final da noite desta sexta (11) a bordo de um Boeing 787-9 da American Airlines, procedente de Nova York (JFK).
Para cortar etapas do transporte, a carga não seguiu o fluxo logístico convencional do aeroporto, ela foi retirada do Boeing 787 e encaminhada diretamente a um helicóptero Airbus H130, que aguardava no terminal executivo do Aeroporto de Guarulhos.
O helicóptero decolou com a medicação rumo ao Hospital Israelita Albert Einstein, eliminando etapas intermediárias do transporte terrestre e reduzindo o tempo crítico entre a chegada ao território brasileiro e a disponibilização hospitalar.
O medicamento ALN-6457 e o pedido de uso compassivo
Segundo as informações divulgadas, “Denominado ALN-6457, o medicamento da norte-americana Regeneron Pharmaceuticals não tem estudos formalmente iniciados em humanos e seguiu um fluxo excepcional de processos até a aprovação da importação, pois não tem registro comercial no Brasil nem representante legal no país.”
O pedido de importação foi feito pelo próprio Hospital Einstein, responsável pelo acompanhamento de Lito, depois que ele foi aceito em um programa de uso compassivo do medicamento.
Por se tratar de um produto cujo potencial terapêutico diminui rapidamente com o passar das horas, a operação foi planejada para reduzir ao máximo o intervalo entre o desembarque e a aplicação, enfatizando a importância da agilidade no transporte.
Contexto médico e diagnóstico de Lito Sousa
Lito Sousa foi diagnosticado com a rara Doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição cerebral degenerativa, rapidamente progressiva e, na grande maioria dos casos, fatal, causada pelo acúmulo de proteínas anormais, chamadas príons, no cérebro.
Tratamentos para essa condição ainda estão em fase de estudos, e a inclusão de Lito em um programa de uso compassivo reflete a busca por alternativas quando não há opções aprovadas comercialmente, destacando a urgência do uso do medicamento.
Agentes envolvidos, autorização e próximos passos
A Receita Federal informou que a liberação foi possível graças a um planejamento prévio realizado em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, e as equipes anteciparam os procedimentos necessários para o despacho aduaneiro, “permitindo que a medicação fosse liberada poucos minutos após a chegada da aeronave ao país.”
A operação contou com coordenação desde antes da chegada do voo internacional, reunindo Receita Federal, Anvisa e os responsáveis pelo transporte aéreo do medicamento, garantindo que o produto chegasse em condições de uso hospitalar o mais rápido possível.
As autoridades e o Hospital Einstein mantêm sigilo sobre detalhes clínicos específicos por questões de privacidade, mas informaram que toda a tramitação segue os controles legais para importação extraordinária e uso compassivo.
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