Homem morre de raiva humana em Campina Grande após contato com sagui
Uma trágica fatalidade marcou Campina Grande com a confirmação do óbito de um homem internado com raiva humana. A informação, divulgada por autoridades de saúde locais, ressalta a gravidade e a letalidade de uma doença que, embora rara, permanece como uma preocupação constante para a saúde pública. O caso reacende o alerta para os perigos da interação desprotegida com animais silvestres e a importância crucial da busca por atendimento médico imediato após qualquer mordida ou arranhadura. Este incidente doloroso sublinha a necessidade de conscientização sobre a prevenção da raiva humana e os protocolos de emergência para evitar desfechos tão devastadores.
O que se sabe sobre este caso fatal de raiva humana
O paciente, cuja identidade não foi revelada, veio a óbito no último domingo (4), no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande. A confirmação foi feita nesta segunda-feira (5) pelo diretor de Vigilância em Saúde da cidade. A vítima havia sido mordida por um sagui no mês de setembro, mas, lamentavelmente, não procurou auxílio médico na época do incidente. Essa negligência inicial no tratamento é apontada como um fator crítico para a progressão da raiva humana, uma vez que a profilaxia pós-exposição é a única chance de prevenção eficaz após a contaminação.
Os primeiros sinais e a internação
Os primeiros sintomas da raiva humana no paciente surgiram apenas em 10 de dezembro, quase três meses após a mordedura do sagui. Três dias depois, em 13 de dezembro, ele foi internado em uma unidade hospitalar. Seu quadro clínico deteriorou-se rapidamente, apresentando agitação mental e física, confusão mental, alteração do nível de consciência, aerofobia (medo de correntes de ar), falta de ar e queda na oxigenação do sangue. Devido à insuficiência respiratória aguda e instabilidade neurológica, o homem precisou ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde foi intubado e passou a receber ventilação mecânica invasiva. O diagnóstico de raiva humana foi oficialmente confirmado em 22 de dezembro, e o paciente permaneceu em sedação profunda, com instabilidade da pressão arterial, sob cuidados intensivos e monitorização contínua até o óbito.
Alerta para a prevenção da raiva humana: erros fatais na não procura por socorro
Este triste episódio em Campina Grande serve como um lembrete severo sobre a importância da prudência no contato com animais, especialmente os silvestres, e a necessidade de resposta rápida e adequada em casos de agressão. A raiva humana é uma doença com taxa de mortalidade altíssima uma vez que os sintomas se manifestam, tornando a prevenção a única forma de salvar vidas. As autoridades de saúde reforçam a mensagem de que a interação com animais desconhecidos ou selvagens deve ser evitada a todo custo.
A importância do atendimento pós-exposição
O diretor de Vigilância em Saúde de Campina Grande destacou que o principal erro do paciente foi tentar alimentar um animal silvestre e, após a mordedura, não procurar o serviço de saúde. “Ele tentou alimentar um animal silvestre. Inclusive, após a mordedura, ele não encontrou mais o animal. Outro erro: ele também não procurou o serviço de saúde para tratar a mordida. Inclusive, inchou, causou incômodo, mas ele não procurou. O tratamento pós-exposição aconteceria nesse momento”, explicou. A profilaxia pós-exposição à raiva é um protocolo que envolve a limpeza da ferida, a administração da vacina antirrábica e, em alguns casos, soro antirrábico, sendo fundamental para bloquear o avanço do vírus no organismo humano e impedir o desenvolvimento da raiva humana.
Raiva humana: uma doença rara, mas letal
A raiva humana é uma zoonose viral grave, quase sempre fatal, transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, geralmente por meio de mordidas, arranhaduras ou lambeduras de mucosas. O vírus da raiva atinge o sistema nervoso central, resultando em encefalite progressiva e, invariavelmente, em morte. Embora casos de raiva humana sejam raros no Brasil, a presença do vírus em animais silvestres, como saguis e morcegos, mantém um risco constante. A vigilância epidemiológica e a conscientização sobre a prevenção são ferramentas essenciais para proteger a população. Evitar o contato com animais selvagens ou doentes e procurar imediatamente uma unidade de saúde em caso de acidente com qualquer animal são as principais medidas de proteção contra esta devastadora doença.
Fonte: https://g1.globo.com
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