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Queiroga e Veneziano disparam em João Pessoa — e João Azevêdo amarga o papel de figurante na corrida ao Senado!

Ninguém duvide: Marcelo Queiroga chegou com o bisturi afiado e a política no sangue. O médico e ex-ministro da Saúde, símbolo do bolsonarismo raiz, virou um nome indigesto para os concorrentes na disputa pelo Senado Federal. Queiroga lidera com folga as intenções de voto em João Pessoa, deixando o senador Veneziano Vital (MDB) em segundo lugar e empurrando o governador João Azevêdo (PSB) para o incômodo terceiro posto, seguido de perto pelo prefeito de Patos, Nabor Wanderley.

E o cenário pode ficar ainda pior para Azevêdo. Caso o senador Efraim Filho realmente banque sua candidatura ao Governo do Estado — agora sob o guarda-chuva do Partido Liberal (PL) —, o jogo muda de vez. Isso porque o PL é o ninho do bolsonarismo e o efeito direto disso é turbinar o voo de Queiroga, que herda o eleitorado fiel e inflamado da direita paraibana.

A jogada de Efraim foi cirúrgica: esperteza e puro oportunismo político. Ele se encostou na popularidade da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, hoje o maior ativo político da família, e abriu um novo flanco na corrida estadual — com a bênção direta do “capitão preso” Jair Bolsonaro, que mesmo atrás das grades ainda movimenta o tabuleiro.

Enquanto isso, Cícero Lucena tenta reorganizar seu rumo partidário depois de deixar o PP. O prefeito pode acabar desembarcando no MDB de Veneziano, o que empurraria de vez João Azevêdo para o canto do ringue. O governador já perdeu o comando do próprio grupo e, agora, vê sua base sendo devorada por aliados com mais instinto de sobrevivência do que lealdade política.

Para piorar, o presidente estadual do Republicanos, Hugo Motta, resolveu “lavar as mãos” e liberar os vereadores e aliados para seguirem o caminho que quiserem. Só garantiu mesmo o apoio a Nabor Wanderley — o pai. E João Azevêdo que se vire sozinho, tentando juntar os cacos de um projeto que parece desabar mais rápido que ponte em obra do Dnit.

O fato é que a corrida para o Senado em João Pessoa tem dono: Marcelo Queiroga, o médico bolsonarista que saiu das seringas para aplicar uma dose cavalar de dor de cabeça no governador socialista.

João Azevêdo que se cuide: o “paciente” pode acabar sendo ele. E o diagnóstico político, pelo visto, é terminal.

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