Nabor Wanderley, pai de Motta e prefeito de Patos, recebe de Lula o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização MEC 2024
Imagem: Dvulgação
Hugo Motta já não esconde o jogo: trabalha dia e noite para arrancar de Lula o apoio necessário ao projeto de emplacar o pai, Nabor Wanderley, no Senado Federal. Para o deputado, pouco importa a salada partidária em que o PT paraibano se meteu — ora com João Azevêdo, ora com Ricardo Coutinho, ora com quem der palanque. O próprio Luciano Cartaxo, ex-prefeito de João Pessoa e hoje deputado estadual, deu a senha ao declarar que João fez mais pela Paraíba do que Ricardo, num claro sinal da confusão interna.
Nesse cenário, Hugo joga pesado. Enquanto o PT se atrapalha em alianças contraditórias, o líder do Republicanos cultiva proximidade com Lula, mesmo sob o fogo cruzado da polarização. O cálculo é simples: prefeitos precisam de dinheiro, e Motta garante que os recursos federais cheguem. Em troca, prefeitos já começam a marchar em direção ao palanque de Nabor, numa demonstração de que Hugo sabe operar as engrenagens do poder como poucos.
Até mesmo aliados de João e de Lula sabem que não conseguem frear o deputado, que conquistou, à base de persistência, respeito e acesso direto ao presidente. Quanto à candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro, dentro da tríplice aliança Republicanos-PP-PSB, Motta prefere jogar a bola para João e Lucas, deixando que eles resolvam a adesão do PT ricardista.
O plano é claro: garantir Nabor no Senado e, de quebra, fortalecer João Azevêdo, que surfará nas benesses dessa relação de conveniência entre Motta e Lula. Mas existe um detalhe incômodo: o nome de confiança de Lula na Paraíba continua sendo Veneziano Vital do Rêgo. E Hugo sabe disso. O problema é que, em política, conveniência fala mais alto que fidelidade.
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