O governo brasileiro, em 16 de setembro de 2026, refutou as críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a eficácia do Brasil no combate ao crime organizado transnacional. As críticas de Trump foram direcionadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), duas das principais facções criminosas do país. Em resposta, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) destacou as ações realizadas para combater essas organizações.
Esforços do governo brasileiro no combate ao crime
O MJSP destacou a implementação da Lei Antifacção, sancionada em março, que estabelece penas mais severas para líderes de facções e cria mecanismos para enfraquecer suas operações. Além disso, o Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio, visa enfraquecer financeiramente as facções, fortalecer o sistema prisional e combater o tráfico de armas e homicídios.
Críticas dos EUA e resposta brasileira
As críticas de Trump foram formalizadas em um documento enviado ao Congresso norte-americano, acusando o Brasil de não adotar medidas suficientes contra o PCC e o CV, classificados como organizações terroristas estrangeiras. No entanto, o Brasil não foi incluído na lista de 23 países identificados pelos EUA como grandes produtores ou rotas de trânsito de drogas.
Cooperação internacional e expectativas
O governo brasileiro ressaltou que já propôs uma cooperação a Washington, visando o combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, além de ampliar o compartilhamento de inteligência. Segundo o MJSP, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou pessoalmente a proposta em maio, mas ainda aguarda uma resposta dos EUA.
Impacto das críticas e posição do Brasil
Apesar das críticas, o Brasil não foi formalmente classificado como um país que descumpre a legislação norte-americana. O MJSP afirmou que as críticas de Trump não consideram os esforços contínuos do governo brasileiro e a cooperação já existente entre os dois países.
Fonte: revistaoeste.com
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