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De mármore ao improviso: gestão de Nabor troca qualidade por gambiarra e revolta moradores em Patos – VÍDEOS

Se a lógica administrativa costuma seguir o caminho do avanço — trocar o ruim pelo bom, o velho pelo novo — em Patos parece que o roteiro foi invertido. Sob a gestão do prefeito Nabor Wanderley, a cidade assiste, atônita, a decisões que desafiam qualquer noção básica de bom senso urbano.

No centro da cidade, o que deveria ser símbolo de cuidado e valorização do espaço público virou motivo de indignação. Bancos de mármore, duráveis e esteticamente adequados, estão sendo substituídos por estruturas de cimento e madeira de qualidade questionável. Uma troca que, para muitos moradores, soa menos como modernização e mais como um claro retrocesso.

E não para por aí. Em uma cidade conhecida pelo calor intenso, a derrubada de árvores nos canteiros centrais acendeu ainda mais o alerta. Em vez de sombra e conforto, o que se desenha é um cenário mais árido, menos acolhedor e, para muitos, absolutamente inexplicável.

Segundo a matéria do portal, a Prefeitura Municipal de Patos, na gestão de Nabor Wanderley ( Republicanos), está realizando obras de revitalização do canteiro central. A obra é orçada em R$ 1.635.698,10 e vem sendo executada pela empresa Orion Construtora LTDA.

Em 2014, durante a gestão da ex-prefeita Francisca Motta, houve revitalização do canteiro central e foram instalados os suntuosos bancos de mármore e granito. Os bancos estavam intactos, imponentes e sem nenhum problema. Na época, gerou polêmica devido ao preço de cada um deles, em média R$ 4.000,00.

Nas redes sociais, a reação é imediata e contundente. Moradores não escondem a perplexidade diante das mudanças e multiplicam críticas à condução das obras. O portal Polêmica Patos deu visibilidade ao caso ao divulgar imagens comparativas que escancaram a diferença entre o que existia e o que está sendo implantado — um contraste que fala por si.

Diante disso, a população se vê diante de um dilema incômodo: a prefeitura estaria nadando em dinheiro a ponto de descartar materiais de qualidade? Ou seriam essas decisões fruto de uma visão administrativa que simplesmente ignora o básico — funcionalidade, estética e bem-estar coletivo?

Entre ironias e indignação, uma coisa é certa: o centro de Patos virou vitrine de uma gestão que, para muitos, parece apostar no improviso onde deveria haver planejamento. E, nesse jogo, quem paga a conta — mais uma vez — é a população.

  • Nosso portal disponibiliza o espaço para a gestão, caso tenha interesse.

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