O partido Republicanos, tradicionalmente associado à Igreja Universal, enfrenta um cenário de divisão interna no Rio de Janeiro. A disputa envolve duas pré-candidaturas ao governo estadual, lançadas em um curto intervalo, além de tentativas de aliança com figuras políticas influentes como o ex-prefeito Eduardo Paes e o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas.
Pré-candidaturas e alianças políticas
Recentemente, André Português, ex-prefeito de Miguel Pereira, anunciou sua pré-candidatura ao governo do estado pelo Republicanos, declarando apoio a Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Em contraste, o ex-governador Anthony Garotinho também se lançou como pré-candidato, criticando tanto o PL quanto o governo Lula. Essa dualidade reflete a complexidade das alianças políticas em jogo.
Disputa pelo Senado
A indefinição também se estende às candidaturas ao Senado. Waguinho, ex-prefeito de Belford Roxo e aliado de Lula, e Marcelo Crivella, deputado federal e apoiador de Bolsonaro, são os principais nomes. Crivella participou do lançamento da candidatura de André Português, enquanto Waguinho demonstra preferência por Garotinho.
Decisões internas e apoios estratégicos
O Republicanos declarou que todos os filiados têm direito a apresentar suas pré-candidaturas, com a decisão final sendo tomada no momento oportuno. A liderança do partido planeja reunir os dois candidatos para definir detalhes de uma pesquisa eleitoral que decidirá o candidato ao governo. André Português, no entanto, afirma que sua filiação ao partido foi feita com a garantia de concorrer ao Palácio Guanabara.
Influência de lideranças externas
André Português busca consolidar sua posição colhendo apoio de lideranças do Republicanos em outros estados. Ele já conta com o apoio de figuras como o senador Cleitinho Azevedo e o ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini. Garotinho, por outro lado, sugere que sua candidatura enfrenta resistência interna, possivelmente apoiada por Paes.
Impacto nacional e cenário futuro
No cenário nacional, o Republicanos enfrenta oscilações desde que Tarcísio de Freitas foi preterido por Bolsonaro na corrida presidencial. A sigla mantém distância tanto de uma aliança com Flávio quanto com Lula, exceto em alguns estados do Nordeste. No Rio, a indefinição abre espaço para aproximações estratégicas com Paes e Ruas, que buscam fortalecer suas bases políticas.
Para mais informações sobre o cenário político atual, consulte O Globo.
Fonte: oglobo.globo.com
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