André Gadelha ataca ‘caminhada política herdada’ e defende Senado com coragem e independência na Paraíba
Em um dos discursos mais contundentes da pré-campanha na Paraíba, o pré-candidato ao Senado, André Gadelha, lançou duras críticas ao atual cenário político do estado, mirando diretamente o governador João Azevêdo e o prefeito de Patos e também pré-candidato à mesma vaga, Nabor Wanderley. Gadelha abordou o que considera ser um “projeto de poder familiar” e expressou sua insatisfação com a possibilidade de o Senado se tornar um refúgio para grupos políticos tradicionais.
A declaração foi feita durante agenda do pré-candidato no Sertão paraibano. André Gadelha enfatizou a necessidade de que a Paraíba não transforme o Senado em um espaço para acomodar interesses de grupos políticos já estabelecidos. Ele questionou a real finalidade de eleger representantes que, segundo ele, parecem mais interessados em consolidar seu próprio poder do que em servir à população.
“A gente quer levar um homem desse para o Senado pra quê? Pra guardar dinheiro ou consolidar uma caminhada política herdada?”, questionou Gadelha, em uma fala que ressoa com o desejo de renovação política e de um mandato com propósito claro. A crítica se estende à ideia de que o poder pode ser perpetuado através de heranças políticas, sem um compromisso genuíno com o desenvolvimento do estado.
Senado exige representantes com compromisso municipalista
André Gadelha defende que o Senado Federal necessita de representantes com notória coragem e independência. Para o pré-candidato, é fundamental que os eleitos tenham um compromisso firme com os municípios paraibanos, atuando de forma a levar as demandas locais para o debate nacional. Essa visão contrasta com a ideia de um mandato focado em interesses particulares ou familiares.
Veneziano como modelo de atuação política
Durante seu pronunciamento, André Gadelha citou o senador Veneziano Vital do Rêgo como um exemplo de atuação política que ele admira e que deveria ser seguida. A menção a Veneziano serve para ilustrar o tipo de representatividade que Gadelha almeja para o Senado, destacando a importância de um trabalho ativo e voltado para as necessidades da população e dos municípios. Essa referência reforça o discurso de representatividade genuína.
Críticas à perpetuação no poder e ao uso eleitoral
As falas de André Gadelha evidenciam uma preocupação com a perpetuação de determinados grupos no poder, que ele descreve como “aproveitadores”. A crítica se volta contra aqueles que, na visão do pré-candidato, sonham com a “eternidade no poder”, utilizando cargos e mandatos como trampolins para consolidação de seus projetos políticos e familiares, em detrimento do avanço do estado e de seus cidadãos. A defesa é por um mandato com propósito.
Confira entrevista:
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