Uma mulher de 40 anos, detida sob suspeita de submeter suas três filhas menores a furtos e mendicância em Solânea, no Brejo da Paraíba, agora enfrenta uma ação judicial movida por seu filho mais velho, de 22 anos. A Polícia Civil confirmou a informação, revelando um caso de violência e exploração familiar.
As investigações apontam que as três filhas da suspeita, presa no último domingo, eram vítimas de violência física, emocional e moral. Privadas de alimentação como forma de punição, impedidas de estudar e expostas a ambientes de tráfico e exploração, as menores viviam em condições degradantes.
O delegado Rafael Alexandre, responsável pelo inquérito, informou que a ação judicial em questão é um pedido de guarda provisória das irmãs. Segundo o delegado, o cumprimento do mandado de prisão contra a suspeita ocorreu após a concessão da guarda provisória ao irmão. “A gente fez de uma forma que a prisão dela só saísse após a decisão da guarda. Aí hoje essas crianças estão sob a guarda provisória do irmão mais velho que foi o primeiro a se libertar dessa espiral de abuso”, declarou.
O filho, agora guardião provisório das irmãs, também teria sofrido abusos quando mais jovem, mas conseguiu romper o ciclo e oferecer apoio às menores, que têm 5, 7 e 10 anos.
A polícia também apurou que a mulher tentou intimidar testemunhas no caso da ação movida pelo filho, chegando a acionar pessoas ligadas ao tráfico de drogas.
A Polícia Civil revelou que a mulher tem seis filhos. Além das três menores sob a guarda do irmão e do próprio filho que moveu a ação, ela tem outros dois. Uma dessas filhas, de 17 anos, perdeu o bebê que esperava devido à violência física sofrida por parte da mãe. Em outro episódio, a mãe teria tentado oferecer essa mesma filha a um homem adulto para fins de exploração sexual.
Uma perícia foi realizada para determinar se a adolescente estava grávida e se o aborto foi resultado da violência. Essa investigação corre em um inquérito policial separado. À época das agressões, a jovem tinha 16 anos.
O caso foi denunciado à polícia, que iniciou as investigações, ouviu testemunhas e coletou vídeos como provas contra a suspeita. Com base nas evidências, a Justiça decretou a prisão preventiva da mulher, que foi cumprida.
Após a audiência de custódia, a mulher foi encaminhada para a Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, em João Pessoa.
leia58.blog com G1/PB










