Foto: Arquivo Patosonline com melhoria de leia58.blog
A cidade de Patos e municípios do entorno vivem dias de crescente preocupação diante do baixo volume de água nos principais mananciais da região. Com o fim do mês de julho se aproximando e mais de seis meses até o retorno da quadra chuvosa no semiárido, em fevereiro, os dados mais recentes da AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba) acendem um alerta sobre a situação hídrica no Sertão paraibano.
Segundo informações repassadas pelo engenheiro agrônomo João Batista, da SEDAP (Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca), os três reservatórios que abastecem Patos estão com menos de 25% da capacidade total. Os dados de 25 de julho de 2025 mostram o seguinte cenário:
- Jatobá I: 24,75%
- Farinha: 13,07%
- Capoeira (Santa Teresinha): 10,40%
Também preocupam os volumes dos mananciais Cachoeira dos Cegos (Catingueira), com 24,72%, e Coremas/Mãe D’Água, com 38,42% e 39,45% respectivamente.
Com a estiagem prolongada, moradores da zona rural enfrentam a escassez de água e alimento para os animais, sendo obrigados a vender parte do rebanho a preços abaixo do mercado. A perda do gado — principal fonte de renda e sustento de muitas famílias — tem provocado tristeza e insegurança quanto ao futuro no campo.
A situação preocupa não apenas agricultores e criadores, mas também autoridades locais e especialistas, que veem a aproximação do colapso hídrico como real se não houver ações emergenciais de mitigação.
A população sertaneja, resiliente, segue buscando alternativas diante da seca, enquanto espera por medidas governamentais que garantam o abastecimento e apoiem a agricultura familiar, principal base econômica da região.
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