O Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia (SVR) acusou a União Europeia e principais países europeus de articularem uma estratégia para desestabilizar a Rússia durante o período que antecede as eleições parlamentares de setembro. Segundo a agência, o objetivo seria interromper o processo eleitoral e desacreditar os resultados da votação.
Acusações de interferência europeia
De acordo com o serviço de inteligência, países europeus estariam mobilizando diferentes frentes de atuação contra o governo russo antes do chamado “dia da eleição única”, marcado para setembro. “O Ocidente está em plena preparação para as eleições na Rússia”, afirmou o SVR.
Suposta ofensiva contra a Rússia
Em comunicado, o Kremlin afirma que diferentes instrumentos estariam sendo utilizados em uma suposta ofensiva contra o país. Segundo o SVR, durante a cúpula da “coalizão dos dispostos”, países europeus teriam incentivado a Ucrânia a intensificar sabotagens e ataques contra alvos em territórios russos. Essas ações teriam como objetivo provocar pânico entre a população e desviar recursos do governo e das forças de segurança de suas atividades consideradas essenciais.
Detalhes das eleições de setembro
A Rússia realizará, entre 18 e 20 de setembro de 2026, eleições para a nona Duma Estatal, a Câmara Baixa do Parlamento. Ao todo, serão escolhidos 450 deputados por meio de listas partidárias e distritos uninominais. O pleito também ocorrerá em territórios ucranianos ocupados pela Rússia, onde foram estabelecidos 11 distritos uninominais para a eleição.
Além da Duma, haverá eleições para assembleias legislativas em 39 regiões russas. Também serão realizadas disputas para os principais cargos regionais, com eleições diretas em sete regiões e escolha pelos parlamentos locais em outras três. No total, aproximadamente 23 mil vagas estarão em disputa durante o ciclo eleitoral. O partido governista Rússia Unida, ligado ao presidente Vladimir Putin, domina atualmente a Duma Estatal, com 314 das 450 cadeiras.
Exclusão do partido Yabloko
A Suprema Corte russa proibiu o Yabloko, partido contrário à guerra na Ucrânia, de participar das eleições parlamentares de setembro. A decisão aceitou pedidos para anular o registro das candidaturas da legenda. O partido, que continua em atividade na Rússia apesar da repressão contra opositores, anunciou que pretende recorrer da decisão. Seu líder, Nikolai Rybakov, afirmou que a legenda continuará trabalhando pelo fim da guerra e pelo retorno da paz. Com grande parte dos opositores de Vladimir Putin presos, exilados ou mortos, o Yabloko é apontado como o único partido liberal ainda em funcionamento no país.
Leia mais sobre a intensificação dos ataques na Rússia.
Fonte: metropoles.com
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