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Produção industrial brasileira recua em dez estados, segundo dados do IBGE

Produção industrial brasileira recua em dez estados, segundo dados do IBGE
Wilson Dias / Agência Brasil

A produção industrial brasileira registrou uma retração de 0,6% em agosto, na comparação com o mês de julho, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta que a queda foi generalizada, afetando dez dos 15 locais pesquisados em todo o país, indicando um cenário de desaceleração para o setor.

Este recuo nacional reflete um período de desafios para a indústria, com importantes centros produtivos enfrentando quedas significativas. A análise detalhada do IBGE oferece um panorama sobre as dinâmicas regionais que contribuem para o desempenho geral da atividade industrial no país.

Retração acentuada em importantes polos industriais

Entre os estados que registraram as maiores retrações na produção industrial em agosto, destacam-se Pará, com uma queda de 7,3%, Amazonas, que recuou 5,7%, e Rio Grande do Sul, com diminuição de 4,5%. O Pará, em particular, enfrenta um período prolongado de dificuldades, acumulando o quinto mês consecutivo de queda e uma perda total de 19,5% nesse intervalo.

O Amazonas, por sua vez, reverteu parte do crescimento robusto de 14,3% observado em julho, enquanto o Rio Grande do Sul interrompeu uma sequência de dois meses de expansão, que havia gerado um aumento acumulado de 6,4%. Outros estados que apresentaram resultados abaixo da média nacional incluem Ceará (-3,6%), Pernambuco (-2,5%), Espírito Santo (-2,5%), Santa Catarina (-1,5%) e Goiás (-1,1%).

A região Sudeste também sentiu o impacto, com São Paulo registrando uma leve queda de 0,2%. A Região Nordeste, como um todo, teve um recuo de 0,5%, enquanto Minas Gerais conseguiu manter a estabilidade em sua produção industrial no período analisado.

Destaques positivos e resiliência em algumas regiões

Apesar do cenário de retração predominante, algumas unidades da federação conseguiram apresentar resultados positivos. A Bahia se destacou como o principal ponto de crescimento em agosto, com uma alta de 3,7%, marcando o terceiro mês consecutivo de expansão para o estado.

Além da Bahia, outros estados que registraram crescimento na produção industrial foram Rio de Janeiro (1,1%), Mato Grosso (1,0%) e Paraná (1,0%). Esses resultados positivos, embora pontuais, demonstram a resiliência de setores específicos ou a influência de fatores regionais que impulsionaram a atividade industrial.

Panorama anual e perda de dinamismo da produção industrial

A análise da produção industrial em uma perspectiva anual também revela um quadro de desaceleração. Na comparação com agosto do ano anterior, a indústria brasileira recuou 1,2%, com 12 dos 18 locais pesquisados apresentando queda. As maiores retrações nesse período foram observadas no Pará (-19,8%) e no Maranhão (-11,2%), ambos com perdas superiores a dois dígitos.

Outros estados que contribuíram para o resultado negativo anual incluem Ceará (-7,8%), Mato Grosso (-4,4%), Bahia (-3,0%), Região Nordeste (-2,7%), São Paulo (-2,5%) e Paraná (-1,3%). O grupo de resultados negativos foi completado por Rio Grande do Sul (-0,8%), Pernambuco (-0,7%), Santa Catarina (-0,7%) e Goiás (-0,4%).

Em contraste, Rio de Janeiro (8,3%) e Espírito Santo (8,0%) registraram os maiores avanços na comparação anual. Mato Grosso do Sul (3,8%), Minas Gerais (0,5%), Amazonas (0,5%) e Rio Grande do Norte (0,1%) também apresentaram crescimento. No acumulado de 12 meses, a indústria ainda mantém uma alta de 0,6%, um resultado que se mantém estável em relação a julho e próximo dos 0,7% de junho. No entanto, o desempenho geral aponta para uma perda de ritmo, com o crescimento nacional passando de 1,8% no primeiro quadrimestre para 0,0% no segundo quadrimestre. Um total de 11 dos 18 locais pesquisados perderam dinamismo entre esses dois períodos, com destaque para Pernambuco, Espírito Santo, Pará, Maranhão, Região Nordeste e Mato Grosso. Para mais informações sobre os dados da indústria, consulte o site do IBGE.

Fonte: gazetadopovo.com.br


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