O Fórum de Lisboa promovido por Gilmar Mendes, apelidado de Gilmarpalooza, sofreu queda de público e evasão de autoridades, gerando críticas sobre ética e influência do Judiciário
O evento que havia prometido ser memorável abriu espaço para um constrangedor cenário de visível esvaziamento, com queda no número de participantes e ausência de lideranças.
A participação reduzida suscitou avaliações duras sobre imagem e operação deligações entre magistrados, advogados e governo, alimentando o rótulo de humilhação pública para o organizador.
Os dados e as falas dos convidados foram debatidos ao vivo no programa Última Análise, da Gazeta do Povo, conforme informação divulgada pelo programa Última Análise, da Gazeta do Povo.
Esvaziamento do público e repercussão
Segundo participantes do debate, o fórum registrou presença bem abaixo da edição anterior, o que alimentou críticas e constrangimento para o anfitrião.
O escritor Francisco Escorsim afirmou, “Mendes ficou radioativo e sua derrota ficou evidente. Dá para classificar como uma grande humilhação pública. Ano passado, eram 3 mil participantes e este ano não chegou a 1 mil. A verdade é que não vale a pena aparecer em um evento tão maculado”.
O recuo no público foi acompanhado pela redução na participação de ministros do STF, governadores e membros do primeiro escalão do governo federal, segundo o relato feito no programa.
Críticas sobre relações éticas entre juízes e advogados
O tema ético voltou a ser central na avaliação do fórum, com questionamentos sobre a natureza das trocas entre magistrados, escritórios de advocacia e servidores.
O ex-juiz Adriano Soares da Costa declarou, “O fórum sempre gerou questionamentos éticos. Ele era um centro de afluência de juízes, serviores e grandes escritórios de advocacia. O fato é que essas relações em si parecem pouco corretas”, apontando para uma percepção de conflito entre interesses públicos e privados.
Proposta de regulação internacional das redes, defesa de Moraes e reação
Entre os presentes, Alexandre de Moraes defendeu que países da comunidade internacional têm o dever de regulamentar as redes sociais, citando uma encíclica do papa Leão XIV como referência em seu discurso.
A posição suscitou contrapontos no debate, com Soares da Costa observando que juízes passaram a atuar como atores políticos, fazendo discursos e buscando projeção, “É bem ao contrário do que deveria ser, em que o Judiciário preserva uma distância e uma sobriedade”.
Escorsim também contestou a referência papal usada por Moraes, afirmando, “São visões radicalmente diferentes. O papa buscou afirmar a autonomia do indivíduo, para que ele não seja amordaçado. Moraes, ao contrário, quer simplesmente que sua palavra seja a última”.
Impacto político e percepção pública
Os efeitos do encontro já são tema de avaliações sobre imagem institucional, com repercussões para o ministro organizador e para a percepção do STF junto à sociedade.
No ano passado, cinco ministros da Corte participaram do evento, incluindo o ministro André Mendonça, atual relator do caso Master, um contraste com a edição atual, segundo os debatedores do programa.
O episódio reforça o debate sobre como eventos públicos promovidos por membros do Judiciário podem influenciar a confiança institucional, e coloca em foco propostas de regulação das redes e de regras de conduta, citadas pelos participantes durante o programa.
leia58.blog com informações da Gazeta do Povo










