A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou um projeto de sanções contra a Rússia, que pode ter repercussões significativas para o Brasil. A medida permite ao governo americano impor tarifas de até 100% a países que continuarem comprando energia russa, como o Brasil, um dos maiores importadores de derivados de petróleo da Rússia.
Detalhes do projeto de sanções
O Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026 foi aprovado com 262 votos a favor e 159 contra. O Senado já havia aprovado a proposta, que agora segue para sanção presidencial. O projeto amplia as sanções contra autoridades e empresas ligadas ao governo russo e busca restringir a frota fantasma usada para exportações de petróleo.
Impacto potencial no Brasil
O Brasil é um dos principais mercados para combustíveis russos, especialmente diesel. Dados do Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA) indicam que o Brasil é o terceiro maior comprador de derivados de petróleo da Rússia, atrás apenas de Turquia e China. As novas sanções podem afetar o Brasil se o país continuar suas compras de energia russa após a entrada em vigor da lei.
Critérios para aplicação de tarifas
A legislação permite tarifas de até 100% sobre produtos de países que continuem comprando petróleo ou gás natural da Rússia. Além disso, países que facilitam a evasão das sanções também podem ser alvo. A decisão sobre quais países serão afetados cabe ao governo dos EUA, com revisões periódicas.
Reações internacionais
China, Índia e Turquia também estão na mira das novas tarifas devido ao volume de energia que compram da Rússia. A China, por exemplo, é responsável por metade das compras de petróleo russo desde 2022. As sanções visam pressionar esses países a reduzirem suas importações de energia russa.
Posição do governo americano
O presidente Donald Trump já expressou apoio ao projeto, que também estabelece tarifas de até 500% sobre produtos russos e amplia sanções contra setores que financiam a guerra na Ucrânia. A medida visa aumentar a pressão econômica sobre a Rússia e seus parceiros comerciais.
Para mais informações, consulte a Reuters.
Fonte: gazetadopovo.com.br
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