Uma realidade dura para quem depende do transporte coletivo em João Pessoa: 58% das paradas de ônibus da capital não possuem qualquer tipo de abrigo. O dado escancara a falta de estrutura básica para os passageiros que, diariamente, enfrentam longas esperas sob sol forte ou sob chuvas torrenciais, sem qualquer proteção.
A ausência de abrigos não é apenas um desconforto, mas um problema de mobilidade urbana que afeta principalmente trabalhadores, idosos e estudantes que dependem do sistema de transporte público. A cena é comum em diversos bairros: pontos improvisados, com apenas uma placa indicando o local, sem bancos ou cobertura.
Enquanto cidades do mesmo porte já avançaram na instalação de paradas modernas, com iluminação, cobertura e até informações em tempo real sobre linhas e horários, João Pessoa ainda patina no básico.
Moradores criticam a falta de investimento e relatam situações de risco. “A gente fica no meio da rua, debaixo de chuva, disputando espaço com os carros. Parece que passageiro não tem direito nem a esperar com dignidade”, reclama Maria das Graças, moradora do bairro de Mangabeira.
A prefeitura promete ampliar a instalação de abrigos, mas não há um cronograma público divulgado que mostre prazos claros ou quantidade exata de novas paradas planejadas. Enquanto isso, o transporte coletivo da capital segue exposto às intempéries, assim como seus usuários.
A pergunta que fica é simples: até quando o passageiro de João Pessoa terá que se contentar em esperar ônibus debaixo de sol e chuva, como se conforto fosse um luxo e não um direito mínimo?
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