Jornalista e radialista estava internado no Hospital São Lucas, em Copacabana, e não resistiu a complicações renais.
O rádio brasileiro perdeu uma de suas vozes mais emblemáticas. O jornalista e radialista Áureo Ameno morreu neste sábado (11), aos 92 anos, no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo familiares, o comunicador enfrentava complicações decorrentes de um quadro renal.
Mineiro de Oliveira, Áureo Ameno iniciou sua trajetória no jornalismo em 1954 e construiu uma carreira sólida, marcada por talento, credibilidade e amor à comunicação. Tornou-se um dos grandes nomes da era de ouro do rádio brasileiro.
Ao longo de mais de seis décadas de atuação, passou por Rádio Globo, Rádio Tupi e Rádio Transamérica, onde atuou como comentarista esportivo até 2015. Também integrou o time do lendário Repórter Esso, trabalhou na BBC de Londres e na agência United Press, consolidando uma trajetória de respeito dentro e fora do país.
Além da carreira no jornalismo, Áureo também se destacou na política. Foi vereador do Rio de Janeiro e autor do projeto de lei que criou o bairro Vasco da Gama, desmembrado de São Cristóvão — homenagem direta ao clube do coração.
Vascaíno apaixonado, recebeu uma homenagem oficial do Club de Regatas Vasco da Gama, que publicou nota nas redes sociais lamentando sua morte:
“O Vasco da Gama lamenta profundamente o falecimento do jornalista Áureo Ameno, ocorrido neste sábado (11/10). Figura emblemática da imprensa esportiva e vascaíno apaixonado, Áureo tinha 92 anos. Sua voz, sempre marcada pelo amor ao futebol e ao Gigante, ficará para sempre na memória de todos nós. Nossos sentimentos aos familiares e amigos.”
Com sua partida, o rádio perde não apenas uma voz — mas um símbolo de uma geração que viveu o jornalismo com emoção, ética e paixão.
🎙️ Editorial MNegreiros.com e lei58.blog
Há vozes que não se calam, mesmo quando o corpo silencia. A de Áureo Ameno é uma delas. Ele pertence àquela escola de comunicadores que não precisavam de filtros, roteiros ou teleprompters para encantar — bastava o microfone e o coração.
Áureo fez parte do tempo em que o rádio era janela, companhia e verdade. Sua palavra chegava antes da imagem, e mesmo sem aparecer, ele conseguia ser gigante. No tempo do ruído digital e das vozes fabricadas, a sua ausência soa ainda mais profunda.
Ficam a saudade e o legado — e a certeza de que o rádio, este velho e nobre palco da emoção brasileira, teve em Áureo Ameno um de seus mestres eternos.
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