O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) colocou o pé na porta da saúde pública nesta terça-feira (14) com uma operação de grande escala que promete expor, sem maquiagem, a realidade das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) — e Patos está no centro dessa fiscalização rigorosa.

Ao todo, são 17 equipes e 44 técnicos espalhados simultaneamente pelo estado, avaliando o funcionamento de 18 unidades. No Sertão, as UPAs de Patos entram no radar direto da auditoria, sendo alvo de uma inspeção minuciosa que pode revelar gargalos, falhas e até riscos no atendimento à população.
A ação não é superficial. Os auditores estão passando um verdadeiro pente-fino em cerca de 180 itens, incluindo estrutura física, cumprimento das normas da Anvisa e qualidade real do atendimento. Em Patos, onde a pressão sobre o sistema de saúde é constante, o trabalho ganha ainda mais relevância — e expectativa.
Mais do que olhar paredes e equipamentos, o TCE quer saber o que realmente acontece na prática. Por isso, estão sendo realizadas entrevistas com profissionais e gestores, numa tentativa de identificar tanto boas práticas quanto problemas crônicos que muitas vezes ficam escondidos dos relatórios oficiais.
Outro ponto sensível da fiscalização é a verificação de falhas nos fluxos da rede de saúde, incluindo situações críticas como a permanência irregular de pacientes por mais de 24 horas nas unidades — um indicativo claro de colapso ou má gestão.
A operação também traz um olhar especial para a primeira infância, com foco no atendimento de gestantes e crianças de até 6 anos, público considerado mais vulnerável. A pergunta que paira, inclusive em Patos, é direta: as UPAs estão preparadas para salvar vidas com dignidade ou apenas sobrevivendo no improviso?
Coordenada pela Diretoria de Auditoria e Fiscalização (DIAFI), sob liderança do auditor Júlio Uchoa, a iniciativa busca mais do que números: quer entregar um diagnóstico real da saúde de urgência na Paraíba — separando problemas pontuais de falhas estruturais que se arrastam há anos.
Em Patos, onde a população depende diretamente desses serviços, o resultado dessa fiscalização pode ser decisivo para expor fragilidades e cobrar mudanças urgentes.
Os dados completos da operação serão apresentados nesta quarta-feira (15), em coletiva na sede do TCE-PB, conduzida pelo vice-presidente, o conselheiro André Carlo Torres Pontes.
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