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Influência das redes sociais na saúde preocupa especialistas

Imagem gerada com IA

O Brasil ocupa a sétima posição no ranking mundial de consumo de medicamentos, com mais de 90% da população admitindo a automedicação. Este comportamento, impulsionado pelas redes sociais, representa um risco significativo para a saúde de milhões de pessoas.

Redes sociais como substitutas do consultório médico

A “tiktokização” da saúde é um fenômeno onde influenciadores digitais assumem o papel de médicos, promovendo medicamentos e suplementos sem embasamento científico. A psiquiatra Dra. Cláudia Ketter destaca que algoritmos e conteúdos repetitivos criam um “efeito de verdade ilusória”, onde vínculos de confiança não recíprocos são estabelecidos com os influenciadores. Isso leva a uma busca crescente por soluções rápidas fora do consultório tradicional.

Busca por alívio imediato e seus impactos

Segundo a Dra. Cláudia, a cultura do alívio imediato é reforçada pela tecnologia digital, que oferece gratificação instantânea. Emoções cotidianas, como tristeza e ansiedade, estão sendo tratadas como doenças, aumentando o uso inadequado de ansiolíticos e antidepressivos. Essa mudança de perfil preocupa especialistas em saúde pública, pois casos antes dominados por analgésicos agora aparecem frequentemente nas emergências.

Riscos da automedicação e uso inadequado de medicamentos

A automedicação é responsável por cerca de 20 mil mortes anuais no Brasil e um aumento de 18% nas internações por intoxicação. Os principais riscos incluem doenças mascaradas, interações perigosas entre medicamentos e suplementos, tratamentos iniciados incorretamente e dependência de substâncias sem orientação profissional. Cada um desses riscos pode ser evitado com a busca por orientação médica qualificada.

Abordagem responsável para a saúde

A Dra. Cláudia defende uma abordagem mais criteriosa e humanizada para o uso de medicamentos, que devem ser vistos como ferramentas e não soluções universais. Consultar médicos antes de iniciar qualquer tratamento, desconfiar de promessas rápidas nas redes sociais e valorizar o acompanhamento contínuo são atitudes essenciais para cuidar da saúde de forma responsável.

Cuidar da saúde requer tempo, escuta e orientação profissional. Nenhum algoritmo pode substituir a importância de um acompanhamento médico adequado.

Para mais informações sobre os riscos da automedicação, acesse Organização Mundial da Saúde.

Fonte: saudeemdia.com.br

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