A endometriose, uma doença inflamatória crônica, afeta milhões de mulheres globalmente. De acordo com um estudo da Frontiers in Endocrinology, houve um aumento de 10% nos casos entre 1990 e 2021. No Brasil, a prevalência entre mulheres em idade reprodutiva é de 6,4%. A condição ocorre quando células semelhantes ao endométrio crescem fora do útero.
Avanços no diagnóstico da endometriose
O diagnóstico da endometriose evoluiu significativamente. Segundo o Dr. Ricardo Cobucci, não é mais necessário realizar cirurgia para biópsia. O diagnóstico agora é feito por exames de imagem especializados, como o ultrassom transvaginal com preparo intestinal, que é uma das ferramentas mais eficazes.
Principais sintomas da endometriose
Os sintomas da endometriose variam, mas a tríade clássica inclui dor intensa e dificuldade para engravidar. Os sintomas mais frequentes são:
- Dismenorreia: cólicas menstruais intensas que não passam com analgésicos.
- Dor na relação: desconforto profundo durante ou após o contato sexual.
- Dor pélvica crônica: dor no baixo ventre mesmo fora do período menstrual.
- Alterações urinárias: dor para urinar ou inchaço abdominal durante o fluxo.
Impactos do diagnóstico tardio
Muitas mulheres demoram de 6 a 10 anos para receber o diagnóstico correto, frequentemente devido à normalização das cólicas fortes. A intensidade da dor não é proporcional ao tamanho das lesões, o que leva algumas mulheres a descobrirem a doença apenas ao tentar engravidar.
Riscos adicionais para a saúde
A endometriose pode causar aderências que “colam” os órgãos pélvicos e está associada a riscos cardiovasculares significativos. Um estudo recente indica que as portadoras têm um risco 35% maior de infarto devido à inflamação crônica nos vasos sanguíneos. Em relação à fertilidade, estima-se que 30% a 50% das pacientes enfrentem dificuldades, embora muitas consigam engravidar com tratamento adequado.
Controle e qualidade de vida com endometriose
Embora não haja cura definitiva, a endometriose é controlável. O tratamento é individualizado, focando na qualidade de vida da paciente. Segundo o Dr. Cobucci, com acompanhamento médico e dieta anti-inflamatória, é possível manter uma rotina normal. Os pilares do tratamento incluem:
- Uso de hormônios: para bloquear a menstruação e estabilizar a inflamação.
- Cirurgia: indicada para retirar focos da doença em casos específicos.
- Multidisciplinaridade: fisioterapia pélvica, nutrição e suporte psicológico são essenciais.
Para mais informações sobre os riscos cardiovasculares associados à endometriose, acesse este artigo.
Fonte: saudeemdia.com.br










