A 44ª Festa de São Pedro chegou ao fim neste domingo (6), em Patos, com a realização da tradicional Procissão das Águas, um dos momentos mais marcantes da celebração que há décadas movimenta a Zona Sul da cidade. Mesmo com o açude Jatobá castigado pela seca, centenas de fiéis, famílias e visitantes se reuniram em um vibrante testemunho de fé e resistência cultural.
A concentração teve início às 17h, às margens do açude, onde a imagem de São Pedro foi recebida com reverência, conduzida por pescadores da Colônia Z-40 Joaquim Alves de Aquino em embarcações cuidadosamente enfeitadas. O cenário, embora desolador pela escassez de água, foi tomado por gestos de devoção, cantos religiosos e uma atmosfera de profunda espiritualidade.
Logo após a acolhida da imagem, foi celebrada a Santa Missa no local, envolvendo a comunidade em momentos de oração e agradecimento. O contraste entre o leito quase seco do açude e o brilho das embarcações simbolizou a fé que persiste mesmo diante das adversidades.
Após a celebração, os fiéis seguiram em procissão até a Igreja Matriz, onde ocorreu a tradicional descida da bandeira, marcando oficialmente o encerramento da festa de 2025.
Realizada desde a década de 1970, a Procissão das Águas reafirma-se ano após ano como uma das expressões religiosas e culturais mais significativas de Patos. A cerimônia expressa, de maneira tocante, o laço profundo entre a comunidade e as águas — presença vital que, mesmo escassa, continua inspirando fé e união.
Mais do que um evento religioso, a Festa de São Pedro mantém viva a memória coletiva de gerações, honrando a tradição dos pescadores, o amor à terra e a esperança de dias melhores.













