Os partidos União Brasil e Progressistas (PP), que formam uma federação, anunciaram nesta terça-feira (2) que seus filiados devem entregar imediatamente os cargos que ocupam no governo federal. A determinação atinge inclusive ministros de Estado, como André Fufuca (PP), no Esporte, e Celso Sabino (União Brasil), no Turismo.
Em nota assinada pelos presidentes Antonio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), a federação alertou que a desobediência à ordem poderá resultar em punições disciplinares previstas no estatuto partidário. “Todos os detentores de mandato devem renunciar a qualquer função no governo federal. Se a permanência persistir, serão adotadas as medidas cabíveis”, diz o comunicado.
Segundo os dirigentes, a decisão “representa um gesto de clareza e de coerência”, alinhado ao que, segundo eles, “o povo brasileiro e os eleitores exigem de seus representantes”.
Apesar de ainda ocuparem ministérios no governo Lula, União Brasil e PP reúnem lideranças de oposição ao presidente, como o próprio Ciro Nogueira, aliado de Jair Bolsonaro, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), já lançado como pré-candidato ao Planalto.
A decisão ocorre em meio ao início do julgamento, no Supremo Tribunal Federal ( STF), dos principais réus acusados de tentativa de golpe de Estado em 2022, processo que envolve diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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