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Senador Ângelo Coronel rompe com PT e declara apoio a Flávio Bolsonaro

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O cenário político nacional e baiano presenciou uma significativa movimentação com o anúncio do senador Ângelo Coronel (Republicanos-BA) de seu rompimento com o Partido dos Trabalhadores (PT) e a subsequente declaração de apoio à pré-candidatura à Presidência da República de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão, que realinha forças no Congresso e nos Estados, marca uma guinada na trajetória do parlamentar, anteriormente aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A mudança de posicionamento de Coronel ocorre após sua saída do Partido Social Democrático (PSD), motivada por impasses na formação de alianças na Bahia. O senador, que agora integra a oposição no estado, justifica a decisão como uma resposta a acordos não cumpridos e a uma percepção de esgotamento do modelo político atual.

Rompimento com o PT e realinhamento político na Bahia

A principal razão para o distanciamento de Ângelo Coronel do antigo bloco político reside na estratégia do PT na Bahia. Segundo o senador, a legenda teria “frustrado acordos anteriores” ao optar por uma chapa majoritária composta integralmente por membros do próprio partido para as próximas eleições. Esta configuração prevê que Rui Costa e Jacques Wagner disputem as duas vagas de senador pelo estado, enquanto Jerônimo Rodrigues buscará a reeleição ao governo.

Diante da impossibilidade de disputar a reeleição ao Senado dentro da antiga aliança, o parlamentar buscou um novo caminho. Ele afirmou que a falta de manutenção do acordo que lhe permitiria concorrer novamente ao cargo foi determinante para sua decisão, levando-o a se filiar ao Republicanos.

A busca por um novo caminho partidário

A filiação de Ângelo Coronel ao Republicanos o insere em uma nova base de apoio político na Bahia. O partido, no estado, alinha-se ao prefeito soteropolitano ACM Neto (União), que é um dos nomes cotados para a disputa pelo governo baiano. Este movimento estratégico posiciona o senador em um campo de oposição ao atual governo petista na Bahia, reconfigurando as forças políticas locais.

O senador ressaltou a necessidade de buscar uma legenda que lhe oferecesse as condições para dar continuidade à sua atuação parlamentar. A mudança de partido, portanto, não apenas reflete um realinhamento ideológico, mas também uma estratégia pragmática para assegurar sua viabilidade eleitoral e política.

Independência e a visão sobre a disputa presidencial

Ângelo Coronel fez questão de enfatizar sua postura de independência ao longo de sua carreira política. Ele destacou que manteve uma taxa de votos favoráveis no Senado idêntica tanto durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro quanto na atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. Essa declaração busca minimizar críticas sobre a mudança de posicionamento, reforçando sua identidade de político de centro.

“Sempre tive uma atuação mais ao centro”, afirmou o senador, “nunca fui de extremos.” Essa autodefinição serve como base para justificar sua nova aliança. Em relação à corrida presidencial, Coronel declarou ter proximidade com Flávio Bolsonaro, fruto do convívio no Senado. Ele expressou a avaliação de que Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, não seria um nome competitivo para a Presidência da República, vendo o filho do ex-presidente como a melhor opção para governar o Brasil. A atuação do senador no Congresso Nacional pode ser acompanhada através dos registros oficiais do Senado Federal.

Percepção de mudança e o clamor popular

O senador Ângelo Coronel argumentou que sua decisão reflete um sentimento mais amplo na sociedade. Ele mencionou um “cansaço na Bahia e no Brasil com os governos do PT”, percebendo um “clamor por mudança” entre a população. Esta leitura do cenário político nacional e regional parece ter sido um fator motivador para sua ruptura e o subsequente apoio a uma candidatura de oposição.

A percepção de um desejo popular por alternância de poder e novas lideranças é um elemento central na narrativa do senador para justificar sua guinada. Ao alinhar-se com uma figura como Flávio Bolsonaro, ele busca sintonizar-se com essa suposta demanda por renovação e por uma política mais ao centro, distante dos extremos.

Fonte: revistaoeste.com

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