A Ucrânia acusa a Rússia de ter desconectado a Usina Nuclear de Zaporizhzhia da rede elétrica nacional, buscando integrá-la ao sistema russo. O corte, que já se estende por quatro dias, eleva as preocupações sobre a segurança da maior central atômica da Europa, segundo Kiev.
O ministro das Relações Exteriores ucraniano manifestou-se através das redes sociais, conclamando nações preocupadas com a segurança nuclear a exigir que Moscou cesse o que ele descreveu como uma “aposta nuclear”.
O presidente ucraniano afirmou que o país responderá a qualquer tentativa de Moscou de usar a energia como arma contra a população. Ele enfatizou que Kiev reagirá a qualquer esforço para provocar apagões em território ucraniano.
A Usina Nuclear de Zaporizhzhia, localizada no sul da Ucrânia, está sob controle russo desde o início da invasão em fevereiro de 2022. O complexo possui seis reatores refrigerados a água, construídos durante a era soviética. Ao longo do conflito, Ucrânia e Rússia têm se acusado mutuamente de ataques à área, enquanto a Internacional de Energia Atômica (AIEA) tem alertado para os perigos de um desastre nuclear.
De acordo com a AIEA, este é o período mais longo em que a usina permaneceu desconectada da rede ucraniana desde o início das hostilidades. O fornecimento interno da usina depende de geradores a diesel para manter os sistemas de resfriamento e outras funções de segurança essenciais.
A guerra, que começou em fevereiro de 2022, transformou a região de Zaporizhzhia em um ponto crítico, com a usina nuclear ocupada por tropas russas. A Rússia busca integrar a usina ao seu sistema elétrico, potencialmente usando a energia como meio de pressão militar e política. Analistas sugerem que o controle sobre Zaporizhzhia poderia permitir a Moscou desestabilizar o abastecimento de energia da Ucrânia.
Fonte: revistaoeste.com










