Com 8 aeronaves paradas, helicópteros da PRF terão manutenção e apoio de R$ 123,1 milhões, orçamento cobre 9 unidades, com prazos e regras definidos
Com 8 de 17 aeronaves fora de operação, os helicópteros da PRF receberão R$ 123,1 milhões para manutenção, atualização tecnológica e apoio operacional das 9 unidades ativas.
A frota da Polícia Rodoviária Federal inclui Bell 407, Bell 412EP, Leonardo AW119MKII e Eurocopter EC120B. Os três Eurocopter estão em desfazimento, fora da contratação.
O plano de serviço detalha custos por modelo, prazos e exigências de certificação, guiando a recuperação de parte da frota, segundo estudo técnico da licitação da PRF.
Frota atual e indisponibilidades
Hoje, a PRF lista seis Bell 407, um Bell 412EP, sete Leonardo AW119MKII e três Eurocopter EC120B. Os Eurocopter estão em desfazimento, não aptos ao trabalho, e ficarão fora do contrato.
Entre os helicópteros da PRF do modelo Leonardo, três estão parados por acidentes. Uma das células ainda passa por análise de viabilidade de recuperação pela fabricante.
O estudo registra, de forma literal, que “As aeronaves Leonardo AW119 MKII KOALA, matrícula PR-FKA, PR-FKC e PR-FKF, estão indisponíveis devido a acidente. O PR-FKA e o PR-FKF são recuperáveis.”
Segundo o documento, “A viabilidade técnica da recuperação do PR-FKC está em análise pela fabricante”, ponto que condiciona o reaproveitamento integral ou parcial do equipamento.
Recuperação dos Leonardo AW119
O planejamento oficial indica, palavra por palavra, que “O planejamento da DOA contempla a recuperação do PR-FKA, do PR-FKF e, se viável tecnicamente, do PR-FKC, sempre que observada a disponibilidade orçamentária.”
O texto também define, sem margem, que “Caso o PR-FKC não seja recuperável, seus componentes deverão ser recertificados para manutenção da disponibilidade das demais aeronaves desse modelo.”
O pacote para os helicópteros da PRF Leonardo AW119MKII soma R$ 54,1 milhões, contemplando manutenção e eventual recuperação conforme os laudos técnicos.
Situação dos Bell 407 e do Bell 412
No grupo Bell, uma aeronave já teve a recuperação considerada inviável. Outra, fora de serviço, é tecnicamente recuperável e poderá voltar após plano específico.
Consta no estudo que “O BELL 407 matrícula PT-YZF é considerado tecnicamente recuperável. Alguns componentes estão sendo recertificados para servirem como suprimento.”
O documento detalha ainda, com precisão, que “O contrato a ser celebrado para o Grupo II – Bell 407 terá as cinco aeronaves desse modelo desde o início, porém o PT-YZF permanecerá suspenso até que a contratada apresente um plano de recuperação.”
Sobre o PT-YZK, a citação é direta, “O BELL 407 matrícula PT-YZK é considerado não recuperável, sendo que diversos componentes foram e estão sendo recertificados para serem suprimento.”
Para o Bell 412, único bimotor da frota, o orçamento é de R$ 25,6 milhões. Já o Grupo II dos Bell 407 está estimado em R$ 43,4 milhões, reforçando a manutenção da disponibilidade.
Licitação, regras e prazos do contrato
A licitação dos helicópteros da PRF veta a participação de empresas estrangeiras. As concorrentes devem ter certificação da Anac para manutenção dos modelos listados.
O contrato terá validade inicial de 24 meses, com possibilidade de prorrogação por até 10 anos, garantindo continuidade dos serviços e previsibilidade operacional.
O foco é preservar a prontidão das 9 aeronaves em uso, enquanto se decide a viabilidade de recuperação de células específicas, em especial os AW119 e um Bell 407.
Com isso, a PRF busca estabilizar a disponibilidade, reduzir riscos e otimizar custos de ciclo de vida, mantendo os helicópteros da PRF aptos a missões de patrulha e resgate.
leia58.blog com informações da coluna de Paulo Cappelli de Metrópoles










