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Oposição chama prisão de Bolsonaro de ataque à democracia

Zucco diz que prisão de Bolsonaro é “escalada de arbítrio”, critica STF e mobiliza apoio em Brasília

A bancada de oposição na Câmara, liderada pelo deputado Zucco (PL-RS), reagiu à prisão de Bolsonaro na manhã de sábado, 22.nov.2025, em Brasília, e classificou a medida como um grave abalo institucional. A detenção é preventiva, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e levou o ex-presidente à Superintendência da PF na capital.

Na decisão, Moraes apontou a necessidade de “manter a ordem pública”. Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto. Em nota, a oposição elevou o tom e disse que a medida extrapola limites legais, políticos e humanitários, reiterando críticas à condução do caso no Supremo.

O que diz a oposição

Para os oposicionistas, a prisão de Bolsonaro é um “ataque direto à democracia”. Na nota divulgada por Zucco, o grupo descreve o momento como uma “escalada de arbítrio” e afirma que a decisão “afronta a Constituição, a lógica jurídica e a própria humanidade”. O texto afirma: “Acabamos de receber, com profunda indignação e enorme tristeza, a notícia da prisão do presidente Jair Bolsonaro. É impossível descrever o que sentimos neste momento: revolta, perplexidade e um senso de injustiça que ultrapassa qualquer limite aceitável dentro de um Estado de Direito. Trata-se de mais um capítulo na escalada de arbítrio conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes — uma decisão que afronta a Constituição, a lógica jurídica e a própria humanidade.”

Em outro trecho, os parlamentares dizem: “O que fizeram hoje com Bolsonaro é um ataque direto à democracia, à alternância de poder e à própria civilização. Mas deixamos aqui um compromisso inabalável: vamos resistir. Permaneceremos unidos, firmes e vigilantes.”

Saúde e condições de custódia

O comunicado também sustenta que Bolsonaro enfrenta um quadro clínico sensível, com “sequelas permanentes da facada que quase o matou” e cita “cirurgias delicadas, crises de soluço, episódios de vômito e limitações físicas severas”. A oposição afirma ainda que o ex-presidente “jamais cometeu crime algum” e “sempre se colocou à disposição das autoridades”.

Em tom de alerta, a nota registra: “Submeter um ser humano nessas condições a um regime fechado não é apenas injusto: é desumano. Se algo acontecer ao presidente sob a custódia do Estado, essa responsabilidade será direta, objetiva e inesquecível.”

Apoio e próximos passos

Segundo o documento, congressistas estão viajando a Brasília para acompanhar o caso e prestar suporte à família. “Nós, da oposição, estamos nos deslocando imediatamente a Brasília — eu incluso — para acompanhar de perto este momento sombrio e para prestar todo o apoio possível ao presidente Bolsonaro e à sua família.” Em encerramento, a nota reforça o engajamento político: “Nós não vamos desistir. Nunca”.

Com a prisão de Bolsonaro, líderes oposicionistas intensificaram as críticas ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes, reiterando que acompanharão cada passo do processo e manterão mobilização no Congresso.


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