Suspeitas de Corrupção Familiar podem sacudir o Governo João Azevêdo — E Quem Acendeu o Fósforo foi o próprio Tenente Robson.
O sempre performático Tenente Robson, comandante do sistema News de comunicação, voltou à cena com mais um capítulo do seu telejornalismo de ação. Em vídeo, garantiu ter “uma pilha de documentos” — segundo ele, provas capazes de derrubar meio Palácio da Redenção. E o alvo da vez? Nada menos que o genro do governador João Azevêdo, também tratado como uma entidade sem nome, um “fantasma” que, conforme insinua o apresentador, teria faturado algo próximo a R$ 62 milhões em contratos com o Governo da Paraíba no fornecimento de medicamentos.
Robson fala em “Dossiê Azevêdo” como quem segura uma bomba relógio no colo. O problema é que, enquanto ameaça explodir o escândalo, não revela nada — nem nomes, nem documentos, nem sequer uma página do tal dossiê. A denúncia boia num mar de suspense, e quanto mais o comunicador posterga, mais aumenta a sensação de que a bomba pode ser apenas um traque.
Afinal, se a acusação é tão grave a ponto de atingir a honra do governador, por que o Tenente Robson, no auge da sua valentia jornalística, não entrega logo tudo ao público? Por que insinuar corrupção, anunciar provas “irrefutáveis” e manter tudo num cofre invisível? Qual a condição para que o espetáculo vire notícia de verdade?
A sociedade pergunta, os órgãos de investigação observam, e o comunicador segue fazendo suspense como se estivesse vendendo o último capítulo de uma novela.
O fato é que, de suspeitas no fornecimento de medicamentos, a Paraíba já está cheia. E João Azevêdo também não ajuda: centraliza todas as indicações de cargos estratégicos da Saúde — diretores de hospitais, gerentes, coordenadores. Tudo escolhido a dedo pelo governador, sem interferência política externa. Resultado? Críticas brotam até entre aliados.
Se o tal “Dossiê Azevêdo” existe mesmo e comprova que a empresa ligada ao genro do governador surfou nos cofres da Saúde, aí sim teremos uma denúncia de verdade — e não um capítulo mal escrito. Isso derrubaria, sem cerimônia, o discurso moralista do governo e de seu chefe.
A Paraíba espera. Impaciente.
Então, Tenente Robson, pare de ensaiar.
Solte logo essa verdade que você diz carregar — ou assuma que o espetáculo era só isso mesmo: espetáculo.
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