O cerco começa a se fechar contra o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O subprocurador-geral Lucas Furtado pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) abra investigação para apurar indícios de rachadinha, funcionários fantasmas e até acúmulo ilegal de cargos dentro do gabinete do parlamentar.











No centro da polêmica está Ivanadja Velloso Meira Lima, chefe de gabinete de Motta, que já responde a uma ação por improbidade administrativa em outro escândalo de rachadinha, no gabinete do deputado Wilson Santiago, aliado de Motta. Documentos revelam que Ivanadja detinha procurações “amplas e ilimitadas” para movimentar salários de ao menos 10 funcionários e ex-funcionários do gabinete. O valor controlado por ela ultrapassa a casa dos R$ 4,1 milhões desde 2011.
Dois desses servidores ainda ocupam cargos atualmente no gabinete de Motta. A manobra, segundo o MP, pode configurar um esquema clássico de desvio de salários — o famoso “rachadinha” — já denunciado em outros gabinetes pelo país.
Para Furtado, o silêncio do deputado e da assessora só reforça as suspeitas: “A ausência de explicações claras pode ser interpretada como tentativa de esconder a verdade, alimentando a percepção de impunidade e falta de ética na gestão pública”.
Além da representação no TCU, o ex-deputado Deltan Dallagnol (Podemos-PR) protocolou uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR), pedindo que Hugo Motta e sua chefe de gabinete sejam formalmente investigados. Ele cobra quebra de sigilo funcional, fichas de frequência, abertura de contas-salário e todas as procurações registradas em cartórios da Paraíba.
Se confirmadas as denúncias, Motta e sua equipe poderão responder por improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e desvio de dinheiro público. O que já parecia uma faísca ameaça virar incêndio político no coração da Câmara dos Deputados.
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Leia58.blog com informações de Melissa Duarte Tácio Lorran Manuel Marçal em Metrópoles










