Em editorial publicado nesta quarta-feira, 19, a Folha de S.Paulo criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por prometer a redução do preço dos combustíveis e responsabilizar os intermediários — distribuidoras e revendedoras — pelos altos valores.
Segundo o jornal, “não se sabe se Lula acredita nessa propaganda, mas parece crer que, assim, tiraria das costas o peso do desgosto popular com a inflação”.
+ notícias de Imprensa em Oeste
O editorial também ressalta que o petista enfrenta dificuldades por causa da sua baixa popularidade.
“Atormentado pela baixa inédita de sua popularidade, o presidente se esquiva de suas responsabilidades”, escreveu a Folha de S.Paulo.
Em um discurso que buscou inflamar a indignação popular, Lula afirmou que o diesel sai das refinarias da Petrobras a R$ 3,03 por litro, enquanto nos postos custa, em média, R$ 6,47, segundo a ANP. No entanto, a própria Petrobras informa que sua participação no preço final é de 46,8%. Já os impostos estaduais representam 17,3%, os federais 4,9%, a mistura de biodiesel 12,5%, e a distribuição e revenda, 18,4%.
Lula cogita abrir mão do imposto federal
O presidente cogita abrir mão do imposto federal ou pressionar os Estados para reduzirem suas alíquotas, como ocorreu na gestão de Jair Bolsonaro (PL). Contudo, sua administração restabeleceu a tributação dos combustíveis e ofereceu compensações financeiras aos Estados pelas perdas arrecadatórias.
O jornal também apontou que Lula insinuou a existência de um cartel no setor, sem adotar qualquer medida concreta para combatê-lo.
“Talvez Lula esteja a dizer que há cartéis ou distorções na distribuição e na revenda”, pregou o editorial. “Tomou alguma atitude a respeito ou ao menos solicitou estudos a fim de verificar problemas nesse mercado? Não há notícia de tais iniciativas.”
[Revista Oeste]
Revista Oeste











