QUEM PAGARÁ O MAIOR PREÇO NO LEILÃO POLÍTICO DE EFRAIM FILHO?
Toda a Paraíba já conhece o pragmatismo travestido de esperteza do clã Morais, da Serra de Santa Luzia — hoje comandado pelo senador Efraim Filho e pelo deputado estadual George Morais (União Brasil). É um grupo que aprendeu a sobreviver politicamente trocando fidelidade por conveniência e discurso por oportunidade.
O episódio da “grande” convenção com Michelle Bolsonaro e Marcelo Queiroga foi o ápice do constrangimento político: um show de pirotecnia sem plateia, um espetáculo circense que a crônica política paraibana tratou como fiasco anunciado. Efraim, embalado por sonhos de bolsonarismo tardio, tentou surfar na onda que já havia quebrado — e acabou afundando nas pesquisas de intenção de voto.
Agora, com o relógio de 2026 cada vez mais próximo, o senador se vê diante do impasse que ele mesmo criou. Sua pré-candidatura ao Governo do Estado depende de uma equação nacional improvável: a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Presidência, apoiada pelo ex-presidente inelegível Jair Bolsonaro. Sem esse empurrão de São Paulo, o castelo de areia de Efraim começa a desmoronar.
Mas como político hábil em sobreviver, Efraim ensaia uma “saída honrosa”: manter a candidatura apenas para valorizar o passe — o famoso “leilão” eleitoral. O apoio do grupo Morais passou a ter preço, e o lance mais alto determinará o destino político do senador.
Se a gratidão existisse no dicionário da família Morais (o que a história nega), o apoio natural seria ao grupo Motta/Wanderley (Republicanos) e ao governador João Azevêdo, os verdadeiros fiadores da eleição de Efraim ao Senado. Mas o que move o tabuleiro é outro combustível: interesse e cálculo frio.
O “preço” do apoio tem nome e sobrenome: George Morais, o irmão caçula, que sonha em ser deputado federal a qualquer custo. Cícero Lucena e Lucas Ribeiro são os principais interessados em comprar esse passe valioso — ambos sabem o peso político que Efraim ainda carrega em determinadas regiões do Estado.
Nos bastidores, o experiente Efraim Morais, patriarca do clã, comanda o jogo com a serenidade de quem domina o mercado de trocas políticas. E quem deverá pagar o preço mais alto, segundo fontes, é o deputado Agnaldo Ribeiro, tio de Lucas, que já se prepara para bancar o valor do “apoio” de Efraim no leilão eleitoral mais comentado da Paraíba.
Enquanto isso, o União Brasil de Efraim e o PP de Lucas Ribeiro seguem tentando costurar uma federação — ou um arranjo conveniente — que mantenha as aparências até a hora certa de abrir os envelopes e revelar o vencedor do leilão.
No grande palco da política paraibana, Efraim Filho volta a ser o mestre de cerimônias do espetáculo que ele mesmo inventou — o show da sobrevivência política, onde cada aplauso tem preço e cada apoio vem com nota fiscal.
O Implicante
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