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Lei antifacção: pressão de Lula adia votação e acirra disputa com governadores

Sob pressão do Planalto, relator recua na lei antifacção, Senado reconduz Gonet e pesquisas de 2026 indicam desaprovação em alta

Câmara adia análise e refaz o texto

Com a lei antifacção no centro do debate, a Câmara dos Deputados adiou a votação para a próxima semana. O relator, Guilherme Derrite, apresentou uma nova versão e recuou da equiparação de facções a terrorismo, movimento atribuído à pressão do presidente Lula. Segundo o material divulgado, “Após críticas do governo, Derrite apresenta quarta versão do relatório do PL antifacção e votação fica para a próxima terça-feira (18)”.

Aliados do Planalto dizem que “O governo comemorou este recuo”, enquanto governadores defendem o endurecimento das leis penais e a manutenção de parte dos recursos confiscados do crime organizado nos estados. A disputa entre União e estados pelo dinheiro apreendido voltou a esquentar, e a nova redação do PL antifacção tenta calibrar mecanismos de cooperação sem rebaixar a eficácia das medidas.

Senado reconduz Gonet e aprova pautas sociais

No Senado, os holofotes ficaram na recondução de Paulo Gonet à PGR, aprovada por margem apertada, “apenas quatro votos acima do mínimo exigido”. Além disso, os senadores aprovaram “a proibição de descontos não autorizados em benefícios do INSS”, e endureceram punições para crimes sexuais contra pessoas vulneráveis, reforçando a pauta social em paralelo ao debate de segurança pública.

Pesquisas de 2026 e cenário fiscal em disputa

Com 2026 no horizonte, o humor do eleitorado pesa nas contas do Planalto. A Quaest registrou que “metade dos brasileiros desaprova o presidente Lula”. Já o Paraná Pesquisas apontou empate técnico entre Lula, Bolsonaro, Michelle e Tarcísio, sinalizando um tabuleiro aberto. O núcleo de Bolsonaro prioriza a agenda nacional nas escolhas para o Senado, buscando palanques fortes.

No plano orçamentário, a atual regra fiscal pode limitar promessas e o aumento de gastos em 2026, o que influencia estratégias do governo e da oposição. A lei antifacção, por sua vez, tornou-se vitrine dessa disputa, expondo diferenças sobre financiamento do combate ao crime e o desenho de competências entre os entes federativos. Até a votação do dia 18, líderes avaliam ajustes finais para reduzir resistências e preservar o conteúdo central do projeto.


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