Investigação de emendas sacode a Paraíba e ameaça planos de Lucas Ribeiro e Hugo Motta
A Paraíba volta às manchetes nacionais. Em sua coluna no O Globo, a jornalista Bela Megale destacou a investigação aberta pela Polícia Federal sobre emendas parlamentares, que pode alterar o tabuleiro político no estado.
O caso gira em torno de uma emenda de R$ 9,57 milhões da senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), apontada em relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) por suspeitas na aplicação dos recursos. A senadora nega qualquer irregularidade, mas os indícios levantados pelos auditores incluem ausência de chamamento público, possível conflito de interesses e até incapacidade técnica das empresas contratadas.
A repercussão é imediata: se as suspeitas se confirmarem, o desgaste pode atingir o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), filho de Daniella, que deve disputar o governo da Paraíba em 2026 como sucessor de João Azevêdo (PSB). O cenário também preocupa o deputado federal Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara dos Deputados, que vinha se articulando para apoiar Lucas na corrida estadual.
Do outro lado do tabuleiro, os adversários de Lucas já enxergam oportunidade. Nomes como o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), o ex-deputado Pedro Cunha Lima (PSD), o senador Efraim Filho (União Brasil) e o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL) podem ser beneficiados com o enfraquecimento do grupo de Daniella e Lucas.
Com as apurações em andamento, a aposta em Brasília é que Hugo Motta, diante da crise, possa até recuar e buscar outro nome para chamar de aliado.
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