A pesquisa do instituto AtlansIntel/Bloomberg apenas confirmou o que todo mundo já sabia: o deputado federal Hugo Motta, atual presidente da Câmara dos Deputados, virou sinônimo de rejeição popular. O índice é avassalador — 77% de imagem negativa — e reflete o que sentimos diariamente nas manifestações dos leitores e internautas: a paciência com o clã Motta/Wanderley acabou, inclusive em seu próprio reduto eleitoral, Patos.
Mas Hugo parece viver em outro planeta. Faz ouvido de mercador, posa de cacique absoluto do Republicanos e insiste em afrontar a opinião pública. A última cartada? Bancar a indicação de Fred Pinto para a CODEVASF. Detalhe: o sujeito já é condenado em segundo grau por malfeitos na Prefeitura de Boa Ventura, onde o pai, Dudu Pinto, também foi condenado. É ou não é um escárnio com a Justiça e com a sociedade?
Não é à toa que a repulsa cresce. O povo não aguenta mais essa velha prática de transformar cargos públicos em feudos familiares. O desgaste é tanto que até enquetes suspeitas, promovidas por uma rádio local, tentaram “fabricar” apoio a Lucas Ribeiro, o vice-governador desconhecido que perdeu até eleição de vereador em Campina Grande. Querem nos fazer acreditar que Patos, em pleno colapso da imagem dos Motta/Wanderley, iria abraçar de bom grado um nome lançado por esse clã em decadência? É gozar da cara do eleitor!
O cerco está fechado: Hugo amarga rejeição recorde, Lucas não empolga nem em casa, e Nabor Wanderley, que sonha com o Senado, já sente o gosto amargo do desgaste. O império político da família está ruindo — e dessa vez não há pesquisa fajuta, nem conchavo de bastidores que consiga mascarar o óbvio: a Paraíba cansou dos Motta/Wanderley.
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