As oposições estão em festa com a crise que sacode o Palácio da Redenção. João Azevêdo pode até fingir que não vê, pode até tentar abafar, mas a verdade é que terá muito o que explicar ao eleitor paraibano diante do lamaçal que envolve a família Motta/Wanderley — comandada pelo deputado federal Hugo Motta e pelo prefeito de Patos, Nabor Wanderley.
Para piorar, não se trata apenas da sujeira alheia. O próprio governo de João está na berlinda: a milionária compra de R$ 33 milhões em farelo de soja, sem licitação, por uma empresa de nome tão suspeito quanto “Kimilho”, já rende questionamentos políticos e promete explodir também no campo jurídico.
A revista Carta Capital não perdoou: publicou uma verdadeira radiografia dos escândalos atribuídos ao clã Motta/Wanderley, listando práticas supostamente criminosas que vão de desvios a negociatas com dinheiro público. Agora imagine quando a campanha eleitoral de 2026 esquentar e os marqueteiros da oposição começarem a destrinchar cada detalhe dessa herança maldita? Vai ser carnificina política em praça pública.
O governador pode até vender a imagem de gestor realizador, mas ao se associar a Hugo e Nabor, assume também os pecados deles — e os seus próprios. O resultado? Um palanque oficial com Lucas Ribeiro para o governo e João Azevêdo e Nabor pedindo votos para o Senado, todos unidos pela mesma fragilidade ética. Um banquete para a oposição.
No fim das contas, quem mais perde é João Azevêdo. Ele, que poderia sair de cena preservando sua imagem, escolheu o pior: carregar no ombro aliados tóxicos, alvos preferenciais da imprensa nacional. A conta será cobrada nas urnas.
Resumindo: a chapa oficial virou um Titanic. E o capitão João, sorrindo no convés, nem percebe que já está ouvindo o coro da oposição:
“Tchau, tchau, João!”
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