A Polícia Federal (PF) concluiu o primeiro inquérito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O relatório, enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, resultou no indiciamento de 48 pessoas, incluindo dois ex-presidentes do INSS.
Detalhes da Operação Sem Desconto
A investigação focou na atuação da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), suspeita de envolvimento direto no esquema. A PF identificou que a entidade recebeu cerca de R$ 484 milhões em descontos sobre aposentadorias entre 2019 e 2024, segundo a Controladoria-Geral da União.
Principais Indiciados e Acusações
Entre os indiciados estão os ex-presidentes do INSS, Alessandro Stefanutto e José Carlos Oliveira. Stefanutto é acusado de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, com alegações de que recebia R$ 250 mil por mês durante sua gestão. Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer, é apontado como líder do esquema, acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Implicações Políticas e Econômicas
O deputado federal Euclydes Pettersen também foi indiciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A PF alega que ele recebeu ao menos R$ 14,7 milhões em propinas para manter o esquema ativo. As investigações destacam o uso de influências políticas para a continuidade das fraudes.
Repercussão e Próximos Passos
A Conafer afirmou respeitar o trabalho da PF, mas destacou que o indiciamento ainda será analisado pelas instituições competentes. As defesas dos indiciados terão a oportunidade de contestar as acusações. O caso segue agora para o STF, onde será avaliado pelo ministro André Mendonça.
Para mais informações, acesse a Folha de S.Paulo.
Fonte: revistaoeste.com
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