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Bolsonaro passou por procedimento no ombro direito e apresentou melhora no pós-operatório, com controle da dor e sinais clínicos favoráveis.
O ex-presidente seguirá internado para analgesia, prevenção de trombose e início do protocolo de reabilitação motora e funcional, segundo o hospital.
As informações sobre o quadro e os apontamentos sobre a recuperação foram divulgados em boletim neste sábado, conforme informação divulgada pela Folha de S.Paulo.
Detalhes do procedimento e do boletim médico
O procedimento foi concluído sem intercorrências na sexta-feira (1º), e o boletim não traz previsão de alta imediata.
Em nota, a unidade médica afirmou, literalmente, “Apresentou boa evolução e bom controle álgico. No momento, segue internado em apartamento para analgesia, medidas de prevenção de trombose e iniciará protocolo de reabilitação motora e funcional”, disse o hospital.
O cirurgião responsável e a equipe mantêm avaliação clínica periódica para evolução do quadro e início gradual da fisioterapia.
Atualizações da família e sinais clínicos
Nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou atualizações sobre a recuperação, afirmando que o marido passou bem a noite e que tudo estava sob controle na manhã deste sábado.
Ela também relatou que Bolsonaro já estava sem oxigênio nasal e que conseguiu tomar sopa durante a recuperação, além de registrar melhora na movimentação da mão.
Michelle escreveu, em trecho publicado, “Os dedos da mão do braço do procedimento -que é normal não se mexerem por conta do anestésico- já voltaram a se movimentar”, descrevendo a evolução após a anestesia.
O que é a lesão tratada e como é a cirurgia
Segundo o ortopedista Maurício Raffaelli, especialista em cirurgia de ombro e cotovelo, “O manguito rotador é um conjunto de quatro tendões localizados na região do ombro, responsáveis pelos movimentos de rotação e por manter a articulação firme e estável durante os movimentos”.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, a cirurgia do manguito rotador consiste em recolocar o tendão no osso para que ele volte a cicatrizar e recuperar sua função, procedimento indicado quando há dor persistente e perda de função.
Advogados do ex-presidente afirmaram que ele vinha apresentando dor constante e necessidade de analgésicos diários, o que motivou a indicação cirúrgica.
Contexto legal e cumprimento de pena
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde março e precisou de autorização do ministro do STF Alexandre de Moraes para ser submetido ao procedimento.
Ele cumpre pena imposta pela Corte, e a reportagem lembra que a pena de “27 anos e três meses de prisão, imposta pela Primeira Turma do STF, começou a ser cumprida em novembro do ano passado, inicialmente na superintendência da Polícia Federal em Brasília e depois na chamada Papudinha”.
O caso segue acompanhado por sua equipe médica e defesa, enquanto a internação prossegue até nova avaliação clínica e definição de alta hospitalar.
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Fonte: manual-1777757359489










