Análise aponta estratégia de dominação política de 20 anos na Paraíba pelos grupos Motta/Wanderley e família do governador Lucas Ribeiro, com disputas eleitorais futuras planejadas.
Uma articulação política que visa um domínio de aproximadamente 20 anos na Paraíba vem sendo observada pela sociedade civil. Grupos políticos ligados às famílias Motta/Wanderley e a família do governador Lucas Ribeiro trabalham para que seus membros se sucedam no poder em futuras eleições. A estratégia, segundo informações, inicia-se com a candidatura de Lucas ao governo, Nabor Wanderley ao Senado e João Azevêdo também ao Senado, este último visto como figura com relevância passada.
Toda essa engenharia política é liderada pelos deputados federais Hugo Motta (Republicanos) e Agnaldo Ribeiro (PP). Hugo Motta, descrito como audacioso e determinado, mesmo diante de suspeitas éticas e morais que o colocam entre os políticos com maior rejeição nacional, não demonstra preocupação com a reação do eleitorado paraibano. Ele comanda a campanha de seu pai, Nabor Wanderley, para o Senado, buscando apoios diversos e utilizando sua influência no orçamento federal para viabilizar recursos e cooptar lideranças políticas, independentemente de partido.
O objetivo de Hugo Motta é provar sua capacidade eleitoral e expandir a presença familiar a posições de destaque inéditas no cenário político local. Enquanto isso, a família Ribeiro, antes menos proeminente, sob a coordenação do deputado Agnaldo Ribeiro, tio do atual governador Lucas, projeta a eleição de Lucas como a consolidação de um trabalho construído silenciosamente ao longo dos anos. Agnaldo Ribeiro age com discrição, mas com determinação e visão estratégica do processo político.
Apesar da articulação, os grupos Motta/Wanderley e Ribeiro precisam considerar o julgamento do povo paraibano. A decisão sobre a perpetuação desses grupos no poder por um período tão longo, comparado ao regime militar, caberá aos eleitores. Pesquisas eleitorais para o Senado Federal indicam que a pré-campanha de Nabor Wanderley não tem decolado, apresentando números inexpressivos e um empate técnico com o pré-candidato Major Fábio, do partido Novo.
O principal nome da oposição capaz de impedir este projeto de poder é Cícero Lucena, candidato do MDB ao governo. Ex-prefeito de João Pessoa por quatro mandatos, ex-governador e ex-ministro, Lucena aparece liderando as pesquisas com Lucas Ribeiro em segundo. A disputa se mostra acirrada nos próximos dois meses de campanha eleitoral.
O senador Efraim Filho surge como um fiel da balança, com números expressivos nas pesquisas. Ele busca atrair eleitores do bolsonarismo com o objetivo de chegar ao segundo turno e surpreender tanto Lucas quanto Cícero Lucena. Efraim Filho se posiciona como uma peça decisiva para definir quem será o futuro governador da Paraíba.
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