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Escândalo das Emendas: Aguinaldo Ribeiro, mentor de Lucas, volta ao centro de investigação da PF

tante ressaltar que os R$ 102 milhões se referem apenas às emendas de comissão

Aguinaldo Ribeiro sob os holofotes novamente em escândalo de emendas parlamentares.

O deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro, figura política influente e tio do vice-governador Lucas Ribeiro, encontra-se novamente no centro de um escândalo de corrupção. Desta vez, seu nome aparece em anotações encontradas no celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, assessora da Câmara dos Deputados.
As investigações da Polícia Federal (PF) apuram um esquema de desvio de bilhões de reais em emendas de comissão. A PF suspeita de irregularidades na distribuição desses recursos, e o nome de Aguinaldo Ribeiro surge em um contexto que levanta novas questões sobre a operacionalização das verbas.
As investigações da Polícia Federal (PF) apuram um esquema de desvio de bilhões de reais em emendas de comissão. A PF suspeita de irregularidades na distribuição desses recursos, e o nome de Aguinaldo Ribeiro surge em um contexto que levanta novas questões sobre a operacionalização das verbas.

O celular apreendido e as conexões políticas

A notícia, divulgada inicialmente pelo blog Poder PB, destaca que a presença de Aguinaldo nas anotações, em meio a investigações que já envolvem nomes de peso como Arthur Lira, Eduardo Cunha e Valdemar Costa Neto, acende um alerta sobre a possível participação do parlamentar em práticas ilícitas. A PF busca esclarecer o funcionamento de um núcleo informal que teria influenciado a destinação das emendas.

O celular apreendido e as conexões políticas

A relevância do nome de Aguinaldo Ribeiro nas anotações é amplificada pelo expressivo volume de recursos que o parlamentar paraibano controla. Em 2024, ele se destacou como o segundo deputado federal com maior recebimento de recursos de emendas de comissão, totalizando R$ 102 milhões. Ele ficou atrás apenas de Arthur Lira, que concentrou R$ 255,3 milhões.
É importante ressaltar que os R$ 102 milhões se referem apenas às emendas de comissão, não englobando emendas individuais nem recursos da bancada estadual que possam ter sido destinados pelo deputado. O montante recebido por Aguinaldo Ribeiro ocorreu após ele atuar como relator da reforma tributária, uma das matérias de maior impacto aprovadas pelo Congresso recentemente.

Investigação em andamento e a importância do sigilo

A força-tarefa da Polícia Federal ganhou impulso com o acesso às informações contidas no celular de Tuca. O foco principal da investigação é identificar um núcleo informal de decisões que teria, supostamente, influenciado a indicação e o direcionamento de emendas parlamentares, incluindo a participação de indivíduos sem mandato.
Um relatório preliminar da PF, por exemplo, atribuiu a Valdemar Costa Neto a indicação de R$ 111,8 milhões em emendas de comissão em 2024, superando o valor destinado por 512 dos 513 deputados federais, mesmo sem ocupar uma cadeira no Congresso.

Apenas Arthur Lira controlou um montante superior.

Até o momento, a simples menção do nome de Aguinaldo Ribeiro nas anotações não configura prova de irregularidade. O conteúdo completo do celular e o contexto exato das referências ainda estão sob sigilo. No entanto, a descoberta insere o deputado paraibano no epicentro de uma investigação que busca desvendar quem efetivamente comandava e como eram distribuídas as milionárias emendas de comissão na Câmara Federal

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