O empresário Celso de Moraes Andrade Bisneto, de 36 anos, foi detido pela Polícia Civil em João Pessoa, Paraíba, após se entregar nesta sexta-feira (30). Considerado o principal suspeito pelo assassinato do também empresário Otávio Gadelha dos Santos, Celso é acusado de ter ordenado o crime supostamente motivado por uma dívida de cerca de R$ 400 mil. A prisão foi confirmada pela Polícia Civil e o suspeito aguarda a audiência de custódia na carceragem local.
A investigação e o depoimento
De acordo com a delegada Maria das Dores, responsável pelo inquérito, Celso de Moraes apresentou-se acompanhado de advogados e optou por permanecer calado durante as perguntas preliminares. Ele estava foragido desde que o mandado de prisão foi expedido, e a polícia vinha realizando diligências para capturá-lo. As investigações indicam que Celso atraiu Otávio Gadelha ao local do crime sob a falsa promessa de pagamento da dívida, resultando no trágico desfecho.
Motivação e circunstâncias do crime
O crime, que chocou a comunidade local, foi motivado por uma dívida financeira que perdurava por mais de cinco anos. Segundo a delegada Maria das Dores, Celso de Moraes teria atraído a vítima até a rodovia PB-030, com o intuito de quitar parte do débito. No entanto, contrariamente à expectativa de Otávio de receber o pagamento, o encontro culminou em sua morte. A polícia não divulgou quantos disparos atingiram o empresário. O corpo foi encontrado próximo ao carro da vítima, na rodovia que liga Cruz do Espírito Santo a Pedras de Fogo.
A defesa de Celso de Moraes
A defesa de Celso, representada por seu advogado, alega que ele é inocente das acusações. O empresário, que atua no setor de cana-de-açúcar, nega envolvimento no assassinato de Otávio Gadelha. A defesa argumenta que as evidências apresentadas até o momento não são suficientes para corroborar a acusação de homicídio. A polícia e a Justiça, no entanto, mantêm a posição de que as provas coletadas são contundentes.
Impacto e repercussão local
O caso gerou grande repercussão na Paraíba, principalmente nas cidades de João Pessoa, Cruz do Espírito Santo e Pedras de Fogo, onde Otávio Gadelha era conhecido. A violência e a motivação financeira por trás do crime levantaram discussões sobre segurança empresarial e relações comerciais na região. Comunidades locais expressaram consternação e cobram justiça para a família da vítima.
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leia58.blog com informações de g1/PB









