O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal ( STF), decidiu manter a prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra, rejeitando um pedido de liberdade apresentado pela defesa. A decisão, assinada no sábado e publicada no domingo, sustenta que não há ilegalidades na determinação da Justiça paulista.
Operação contra lavagem de dinheiro
Deolane foi detida na última quinta-feira durante uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo. A operação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A influenciadora é suspeita de envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
Decisão do STF e recursos pendentes
Na decisão, Dino destacou que ainda existem recursos pendentes nas instâncias inferiores, o que impede uma intervenção imediata do STF. Ele afirmou que uma ação precipitada poderia comprometer o andamento do processo judicial.
Investigações e suspeitas
As investigações identificaram movimentações financeiras suspeitas e ligações frequentes entre Deolane e familiares de Marcola, líder do PCC. A influenciadora foi transferida para um presídio no interior de São Paulo, onde permanece sem previsão de soltura. A defesa tentou substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar, alegando que Deolane é mãe de uma criança de 9 anos, mas o pedido foi negado.
Esquema de lavagem de dinheiro
Os promotores afirmam que Deolane teria disponibilizado contas bancárias para operações de lavagem de dinheiro do grupo criminoso. O crescimento patrimonial da influenciadora, com ganhos superiores a R$ 140 milhões em dois anos, também está sob investigação devido a movimentações financeiras incompatíveis com suas atividades declaradas.
Defesa e alegações
Durante a audiência de custódia, Deolane negou envolvimento com o esquema. Em nota, a defesa afirmou que a influenciadora é inocente e que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo. O advogado classificou as medidas judiciais como desproporcionais e expressou confiança no Judiciário.
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Fonte: gazetadopovo.com.br










