Líder da Okaida condenado a mais de 31 anos por morte de criança em Patos
O líder da facção criminosa Okaida, Matheus Soares de Almeida e Sousa, foi condenado a 31 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado. A decisão foi tomada pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Patos, no interior da Paraíba, nesta quinta-feira (12/02).
Matheus foi considerado culpado pelo assassinato de uma menina de cinco anos e pela tentativa de homicídio qualificado contra um adolescente. Os crimes chocaram a cidade de Patos na noite de 29 de outubro de 2024, no bairro Monte Castelo.
Segundo a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Matheus teria ordenado o ataque como retaliação pela morte de um ex-presidiário conhecido como “Nego Andro”. Conforme informação divulgada pelo MPPB, o ataque visava atingir qualquer pessoa ligada à facção rival.
Ataque brutal e vítimas inocentes
A menina Ayla Evelly Felix dos Santos, de apenas cinco anos, morreu no local após ser atingida pelos disparos. Um adolescente, que na época tinha 17 anos, também foi alvo dos tiros e precisou ser socorrido para o hospital do município. Os crimes foram cometidos com recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, caracterizando motivo fútil.
Os promotores de Justiça Ernani Lucas e Levi Emanuel Monteiro de Sobral detalharam que a denúncia foi dividida. Inicialmente, foram acusados os executores: Ian da Silva Emiliano, Ryan Nóbrega Dias e Janailson Carvalho Leite. Este último é apontado como o autor dos disparos contra a comunidade. Matheus, o mandante, foi julgado posteriormente.
Combate ao crime organizado e justiça para Ayla
“A cidade de Patos deu a sua resposta. A justiça por Ayla foi feita”, declarou o promotor de Justiça Ernani Lucas. Ele ressaltou a gravidade do fato, decorrente da disputa de poder entre facções criminosas, e a importância da condenação do mandante.
O MPPB reafirmou seu compromisso no enfrentamento ao crime organizado e na defesa dos direitos das vítimas e seus familiares. A condenação de Matheus, a mais de 31 anos, envia uma mensagem clara: facções criminosas não estão acima da lei na Paraíba.
“O Ministério Público provou que não existe ‘mandante intocável’. A mão da Justiça é pesada e alcança tanto quem aperta o gatilho, quanto quem dá a ordem do conforto do seu esconderijo”, enfatizou o promotor. A condenação, embora não traga Ayla de volta, devolve a dignidade à família e reafirma que a sociedade paraibana não aceita viver refém do medo.
Próximos passos e a punição dos executores
A data do julgamento dos três denunciados como executores dos crimes, Ian da Silva Emiliano, Ryan Nóbrega Dias e Janailson Carvalho Leite, ainda não foi definida. O Ministério Público da Paraíba continuará atuando firmemente no combate ao crime organizado, buscando restabelecer a ordem e a segurança.
A condenação de Matheus Soares de Almeida e Sousa é um marco importante na luta contra o crime organizado na região, demonstrando que a Justiça paraibana atinge a todos os envolvidos, desde os executores até os mandantes.
leia58.blog










