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Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pede liberdade em habeas corpus no STJ

A defesa de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, entrou com um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) buscando a revogação da prisão do executivo. A prisão ocorreu na última segunda-feira (17/11), como parte das investigações sobre uma suposta fraude relacionada a carteiras de crédito negociadas pela instituição financeira.

Vorcaro foi detido no Aeroporto de Guarulhos enquanto se preparava para embarcar em seu jato particular. A Polícia Federal argumenta que há risco de fuga para Malta, enquanto a defesa sustenta que o destino real era Dubai, com o objetivo de atrair novos investidores para o banco. Segundo os advogados, essa viagem foi previamente comunicada ao Banco Central.

A defesa apresentou evidências, como a reserva de hospedagem no hotel Four Seasons de Dubai, com custo estimado em R$ 524 mil para cinco dias, para comprovar que Vorcaro não planejava fugir. A alegação é que o destino original da aeronave, Malta, era apenas uma contingência logística devido à autonomia do jato, que necessitaria de reabastecimento para chegar a Dubai.

Este é o segundo habeas corpus impetrado pela defesa de Vorcaro. O primeiro pedido foi negado pela desembargadora federal Solange Salgado da Silva, que considerou que “há fortes indícios de que a organização criminosa se manteve em plena atividade, sendo a prisão necessária para cessar a continuidade delitiva”.

No pedido ao STJ, os advogados argumentam que Vorcaro “não possui nenhuma condição concreta atual apta a abalar a ordem econômica”, uma vez que já foi afastado do cargo e seus bens e valores foram bloqueados pela Justiça Federal, totalizando R$ 12 bilhões. O Banco Central já decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, uma intervenção direta para assegurar o pagamento aos clientes.

As investigações, que levaram à prisão de Vorcaro e outros executivos, também resultaram no afastamento do presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e de seu diretor financeiro, Dario Oswaldo Garcia Júnior. As apurações apontam para uma fraude de R$ 12 bilhões em negócios envolvendo o BRB e o Banco Master. O BRB informou que a maior parte dessa quantia já foi liquidada ou substituída.

A defesa de Vorcaro contesta o valor da fraude, afirmando que “não há nenhuma fraude de R$ 12 bilhões”. Segundo a defesa, o Banco Master agiu de boa-fé ao substituir carteiras de crédito originadas por terceiros e iniciou um processo de recompra. Assim, o BRB teria recebido outras carteiras e ativos do conglomerado Master, que não são objeto da investigação atual.


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