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Cédulas falsas em Campina Grande: MPF denuncia três por associação criminosa com logística interestadual, disfarces e transferências via PIX

assorted banknotes

Denúncia detalha ‘derramamento de notas’, planejamento de rotas e divisão de tarefas para espalhar cédulas falsas em Campina Grande e outras cidades

Cédulas falsas em Campina Grande estão no centro de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, que atribui a três investigados a participação em associação criminosa e na introdução de moeda falsificada no comércio paraibano. Segundo a peça, o grupo agia com divisão de tarefas, planejamento logístico e uso de disfarces para ampliar o alcance do esquema, conhecido como derramamento de notas. A ação foi proposta com fundamento nos artigos 288 e 289, parágrafo 1º, do Código Penal, e tramita sob o número Ação Penal nº 0024635-30.2025.4.05.8201.

De acordo com a investigação, os denunciados realizavam compras de pequeno valor para receber o troco em dinheiro verdadeiro, estratégia que teria sido aplicada em estabelecimentos de Campina Grande e planejada para outras cidades. A acusação sustenta que havia logística interestadual, com debates prévios sobre trajetos, horários e locais mais suscetíveis à prática, além de movimentações financeiras em casa lotérica e transferências via PIX entre os envolvidos, o que reforça a suspeita de organização estruturada.

Em trechos da denúncia, o MPF afirma textualmente: “O Ministério Público Federal (MPF) denunciou três pessoas por integrarem uma associação criminosa voltada à introdução de cédulas falsas no comércio de Campina Grande (PB).” Em outra passagem, a peça descreve o método do grupo, focado em cédulas falsas em Campina Grande e na obtenção de troco legítimo, algo que, segundo os investigadores, teria se repetido em diferentes pontos comerciais.

Como funcionava o esquema de cédulas falsas em Campina Grande

O modo de operar apontado pelo MPF é direto e de alto potencial lesivo: compras baratas, pagamento com notas falsificadas e recebimento de troco verdadeiro, um ciclo que, na prática, injeta papel-moeda sem valor no comércio e drena numerário autêntico. A acusação relata que, sempre que possível, os responsáveis priorizavam valores pequenos, para reduzir a chance de detecção no caixa e acelerar a saída de cédulas fraudulentas.

O material apreendido passou por perícia técnica, que confirmou a falsidade e a qualidade das notas. De forma literal, a denúncia destaca: “As notas apreendidas foram submetidas a perícia, que confirmou a falsidade e a alta qualidade do material, capazes de enganar o cidadão comum.” O nível de sofisticação, segundo o MPF, justificaria a facilidade com que as cédulas falsas em Campina Grande teriam circulado até a intervenção policial.

Ainda conforme a ação, parte das notas foi introduzida em um shopping de Campina Grande, onde câmeras registraram a chegada conjunta dos denunciados em um veículo associado a outras ações semelhantes. As imagens, somadas aos registros de compras e ao rastro digital das comunicações, compõem o conjunto probatório que sustenta o relato do órgão acusador.

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Planejamento, deslocamentos e disfarces do grupo

A denúncia descreve um planejamento antecipado, com estudo de rotas e avaliação de comércios considerados mais propícios à prática criminosa. De acordo com os autos, os investigados ampliariam a atuação para João Pessoa, Caicó e Natal, em uma dinâmica de logística interestadual destinada a replicar a estratégia usada com as cédulas falsas em Campina Grande.

As trocas de mensagens e áudios em aplicativos teriam sido centrais para a articulação do grupo. Em citação literal, a denúncia registra: “Eles se comunicavam por meio de mensagens e áudios trocados em aplicativos, inclusive em um grupo de WhatsApp criado poucos dias antes do crime.” Esse canal, segundo o MPF, serviu para distribuir tarefas, alinhar horários e detalhar os locais de atuação, sugerindo uma estrutura minimamente organizada.

Para minimizar o risco de identificação por câmeras, os denunciados recorriam a disfarces. O documento descreve, palavra por palavra: “Para dificultar a identificação por câmeras de segurança, os acusados utilizavam disfarces, como óculos, chapéus e camisas diferentes.” Essa tentativa de ocultação, aliada ao deslocamento conjunto e à escolha de estabelecimentos com alto fluxo, comporia o plano para acelerar o “derramamento de notas”.

O MPF também aponta movimentações financeiras atípicas, incluindo operações em uma casa lotérica e transferências via PIX entre os envolvidos, o que, na avaliação da acusação, indicaria circulação de valores para viabilizar viagens, aquisições e abastecimento do caixa usado para compras com notas inválidas.

O que pede o MPF e próximos passos do caso

Na parte final da ação penal, o órgão ministerial solicita que a Justiça receba a denúncia e avance para a fase de julgamento. Em trecho reproduzido na íntegra, consta: “O MPF requer o recebimento da denúncia e a condenação dos acusados pelos crimes de associação criminosa e introdução de moeda falsa, conforme os artigos 288 e 289, parágrafo 1º do Código Penal.” A peça reforça o caráter organizado das condutas e a intenção de expandir o alcance do esquema além das cédulas falsas em Campina Grande.

O processo, identificado como Ação Penal nº 0024635-30.2025.4.05.8201, está disponível para consulta processual. Até eventual decisão judicial, os denunciados seguem na condição de acusados, e caberá ao Judiciário avaliar as provas reunidas, a admissibilidade da denúncia e a responsabilização penal, nos termos da lei.

O caso chama atenção por reunir elementos de planejamento logístico, disfarces e uso de canais digitais, além de indícios financeiros, um retrato de como esquemas de moeda falsificada atualizam métodos tradicionais para burlar controles e explorar vulnerabilidades do comércio. Para consumidores e comerciantes, a orientação é redobrar a atenção na conferência de notas, especialmente em transações de baixo valor, foco da estratégia relatada no contexto das cédulas falsas em Campina Grande.

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