Da estreia no Rock in Rio 1985 ao retorno em 2019, relembre a história do Whitesnake no Brasil após a aposentadoria de David Coverdale
O fim do Whitesnake foi confirmado por David Coverdale, que anunciou sua aposentadoria dos palcos nesta quinta-feira, 13, em seu canal oficial no YouTube. A trajetória do Whitesnake no Brasil é uma das mais ricas do rock internacional por aqui, já que o país foi um dos destinos favoritos do grupo, com apenas cinco outras nações recebendo mais performances ao longo dos últimos 47 anos.
Nesta retrospectiva, revisitamos as passagens marcantes do Whitesnake no Brasil, dos grandes palcos de festival às turnês que arrastaram multidões, com repertórios repletos de clássicos como Slide It In e o blockbuster Whitesnake (1987).
Rock in Rio 1985 e a volta em 1997
A estreia do Whitesnake no Brasil aconteceu no Rock in Rio 1985, quando a banda substituiu o Def Leppard em janeiro. Apesar de muitos associarem a saída dos britânicos ao acidente de Rick Allen, a mudança foi oficializada antes do desastre, ainda em novembro. O grupo vivia a fase glam metal de Slide It In, com dois shows, nos dias 11 e 19, praticamente idênticos no setlist.
A segunda apresentação no festival entrou para a história por ser a última com Cozy Powell, Neil Murray e John Sykes juntos. Anos depois, a banda voltou em dezembro de 1997, promovendo Restless Heart, com datas em Porto Alegre, São Paulo e Rio. Na capital paulista, foram headliners da festa de 12 anos da 89 FM ao lado de Megadeth e Queensrÿche, parte do último lote do cancelado Monsters of Rock 1997, por falta de patrocínio. O repertório mesclou fases, incluindo momentos solo de Coverdale e canções da era Deep Purple.
Anos 2000, turnês cheias e festivais
O Whitesnake no Brasil ganhou fôlego a partir de 2005, com retorno em Porto Alegre, Rio e São Paulo, onde abriram para o Judas Priest na Arena Skol. Os sets destacaram o álbum Whitesnake, além de Saints & Sinners e Slide It In.
Em 2008, com Good to Be Bad recém-lançado, vieram com quatro shows, incluindo Curitiba, mas os grandes sucessos seguiram puxando a maioria das músicas. Em 2011, foi a vez de Forevermore, com Brasília e Belo Horizonte no roteiro e nova abertura para o Judas Priest em São Paulo, equilibrando o material novo com os clássicos, além de faixas da fase Deep Purple de Coverdale.
Despedidas, Rock in Rio 2019 e o fim anunciado
Em 2013, o Whitesnake no Brasil brilhou no Monsters of Rock, penúltima atração do segundo dia, antes do Aerosmith, além de datas em Curitiba, Rio e Brasília. O foco cresceu sobre o álbum Whitesnake, com espaço para Ready an’ Willing.
Em 2016, uma turnê de sete shows focou em sucessos de Whitesnake e Slide It In. Em 2019, foram mais sete apresentações, com Uberlândia no itinerário e encontros com Scorpions, Helloween e Europe. O ápice foi o retorno triunfal ao Rock in Rio após 34 anos, no meio da turnê de Flesh & Blood.
Pausado na pandemia, o grupo voltou em 2022 para uma turnê de despedida, cancelada na metade por problemas de saúde de Coverdale. Com a aposentadoria agora oficial, ficam as memórias intensas do Whitesnake no Brasil, uma história escrita em palcos lotados e clássicos eternos.
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