
O ex-estrategista político da Casa Branca Steve Bannon, que atuou na primeira gestão de Donald Trump, afirmou que o presidente dos Estados Unidos está “muito aborrecido” com a situação enfrentada por Jair Bolsonaro no Brasil. A declaração foi feita ao portal Uol nesta terça-feira (8).
“Somos grandes apoiadores do movimento Bolsonaro desde que o conhecemos em 2017. E acho que a manifestação mostra que o presidente Trump está totalmente ciente do que está acontecendo”, disse Bannon ao portal brasileiro.
“Ele está muito aborrecido com isso. E eu acredito que haverá severas sanções financeiras contra Moraes. Há dezenas de pessoas trabalhando nisso, tanto no Executivo quanto no Congresso, e veremos o resultado em algumas semanas”, continuou, fazendo referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF) Alexandre de Moraes, que se tornou alvo de investigações nos Estados Unidos em casos sobre violação de liberdade de expressão e direitos humanos.
As declarações de Bannon surgem horas depois da Justiça da Flórida emitir uma nova intimação contra Moraes no processo movido pela empresa de mídia e tecnologia de Trump, a Trump Media, e pela plataforma de vídeos Rumble.
Na segunda-feira (7), Trump publicou uma mensagem na Truth Social criticando o tratamento recebido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no Brasil. O líder de direita está sendo processado por tentativa de golpe de Estado.
“O Brasil está agindo de forma terrível no tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Eu observei, assim como o mundo, como eles não fizeram nada além de persegui-lo, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano! Ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo POVO”, escreveu o presidente dos Estados Unidos.
Para Trump, o processo judicial contra Bolsonaro “não passa de um ataque a um oponente político”, algo com o que disse estar familiarizado. “Isso aconteceu comigo, dez vezes, e agora nosso país é o ‘MAIS QUENTE’ do mundo! O grande povo do Brasil não vai tolerar o que estão fazendo com seu ex-presidente”, disse ainda na segunda-feira.
Os comentários sobre Bolsonaro e os processos judiciais aos quais responde no Brasil foram feitos horas depois de Trump ameaçar impor uma tarifa adicional de 10% a países que se alinharem com “políticas antiamericanas” promovidas pelo bloco Brics, formado atualmente por 11 países, incluindo Brasil, Rússia e China.
Em maio, o governo dos EUA anunciou a “grande possibilidade” de Moraes ser sancionado devido a investigações sobre violações de direitos humanos no Brasil.










