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Toffoli esteve em resort nas mesmas datas em que o avião de um executivo da JBS.

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Jato de Dirigente da J&F Liga Dias Toffoli a Viagens Controversas; Conexões e Mistérios no Resort Tayayá em Evidência

O mundo das relações entre o judiciário e o setor privado está mais uma vez em foco. Recentemente, o jato particular de um dirigente da J&F, a multinacional frigorífica, fez duas viagens de Brasília ao Paraná nas mesmas datas em que o ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF), Dias Toffoli, esteve no renomado resort Tayayá. Essa revelação levanta questões sobre as interações entre poder e negócios.

A aeronave bimotor, da fabricante Pilatus, está registrada sob a empresa Petrus Negócios e Participações, de propriedade do advogado Paulo Humberto Barbosa. Ele é sócio de um dirigente da J&F, que é administrada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista. Desde o início de 2025, o jato tem feito voos frequentes entre Ourinhos (SP) — o aeródromo mais próximo do Tayayá — e Goiânia, onde Paulo Humberto reside.

Em dezembro de 2025, o percurso foi alterado duas vezes para incluir Brasília, em 19 e 22 de dezembro, precisamente quando o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) organizou segurança para acompanhar ministros do STF em Ribeirão Claro, onde fica o resort. Dados do TRT indicam que o ministro Toffoli esteve no Tayayá ao menos sete vezes desde que o estabelecimento foi vendido a Barbosa em abril de 2025.

Ligado à J&F, Paulo Humberto nega ter qualquer relação pessoal com o ministro Toffoli. Em uma declaração, afirmou que o viu no resort, mas não possui “intimidade ou qualquer relação” com ele, apenas o cumprimentou “como faço com todos os hóspedes”. Na semana passada, Barbosa disse desconhecer se Toffoli teria uma propriedade no Tayayá. Entretanto, uma investigação do Metrópoles revelou que funcionários do resort identificam o ministro como proprietário do local.

Além da aeronave de Paulo Humberto, o repórter Dimitrius Dantas reportou no jornal O Globo que um avião do empresário Luiz Pastore realizou voos entre Ourinhos e Brasília entre março e agosto do ano passado, também coincidentes com a presença de seguranças do TRT em Ribeirão Claro, visando proteger ministros do STF. Em uma dessas ocasiões, Dias Toffoli teria passado pelo resort antes de seguir para o Peru, onde assistiu à final da Libertadores de 2025.

O ministro Dias Toffoli foi contactado, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para sua resposta.

Fontes: Metrópoles e O Globo.

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